Belo Horizonte – Um tremor de terra de magnitude 1.9 foi registrado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, nessa terça-feira (14/7). Esse é o 5º abalo sísmico registrado no estado em cerca de duas semanas, segundo dados da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR).
“Divinópolis tem algum histórico de sismicidade com tremores próximos dessa faixa de magnitude. Eles podem ser sentidos pelas pessoas e causar sustos ou mal estar momentâneo, mas não tem energia suficiente para causar danos sérios”, explicou José Alexandre Nogueira, do Centro de Sismologia da USP.
Antes de Divinópolis, Sete Lagoas (região Central) registrou dois tremores: um de 1.6 MLv (medida para pequenos tremores), em 4 de julho e outro de 1.5 MLv, em 30 de junho. Já em Pirajuba (Triângulo Mineiro), um abalo de 2.4 mR foi registrado em 2 de julho. Em Planura (Triângulo Mineiro) houve registro do de maior magnitude entre os eventos, com escala de 2.6, em 1 de julho.
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Tremores recentes registrados em Minas Gerais
- 14 de julho – Divinópolis: 1.9 MLv
- 4 de julho – Sete Lagoas: 1.6 MLv
- 2 de julho – Pirajuba: 2.4 mR
- 1 de julho – Planura: 2.6 mR
- 30 de junho – Sete Lagoas: 1.5 MLv
Em geral, tremores com magnitudes inferiores a 3 são considerados de baixa intensidade e, na maioria das vezes, são percebidos apenas por parte da população próxima ao epicentro, sem provocar danos estruturais.
Minas registra tremores com frequência
Embora não esteja sobre o encontro de placas tectônicas, o estado registra pequenos tremores de terra com relativa frequência.
De acordo com Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da USP e da RSBR, Minas é um estado brasileiro que possui o maior número de registros de abalos sísmicos. “Pequenos tremores de terra em Minas Gerais não são incomuns, muito pelo contrário. É o estado com o maior número de abalos sísmicos registrados”, afirmou, em entrevista ao Metrópoles.
Ele disse também que os tremores se devem às grandes pressões geológicas. “Os tremores naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, explica Bruno.
Ainda de acordo com Bruno, esses registros em Minas são comuns e não representam riscos à população. Por ser um sismo raso, de baixa profundidade (entre 0km e 10km), eles são sentidos.

