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Rodovias no litoral de SP ficam congestionadas com filas de caminhões

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Rodovias no litoral de SP ficam congestionadas com filas de caminhões

Caminhões que tentavam acessar aos pátios reguladores da Baixada Santista, no litoral paulista, provocaram congestionamento em trechos do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), na manhã desta terça-feira (14/7). Ao mesmo tempo, caminhoneiros protestavam pelo segundo dia consecutivo na região para reivindicar pela votação da Medida Provisória 1343 no Senado. A Ecovias não confirma se as situações possuem relação.

Devido ao alto fluxo de veículos, a concessionária adotou o Plano de Contingência para a gestão do tráfego. Os caminhões foram direcionados para a Interligação Planalto, onde eram retidos temporariamente para desafogar o trânsito.

A liberação ocorria de forma gradual, conforme as condições de tráfego, com o objetivo de preservar a circulação do trecho de serra da Via Anchieta e minimizar os reflexos no sistema viário de Cubatão.

“A Ecovias Imigrantes esclarece que o Plano de Contingência é adotado em situações de interdição prolongada ou quando não há perspectiva de normalização das condições de tráfego, sem possibilidade de desvio ou utilização de rotas alternativas. Esse é o cenário verificado nesta terça-feira (14), o que justifica a adoção da medida”, afirmou a empresa.

Segundo dia de protestos

Nessa segunda-feira (13/7), cerca de 70 manifestantes se reuniram na Rua Augusta Scaraboto, em Santos, para conversar com os motoristas que passavam pelo local e reivindicar pela votação da MP do Frete. Os protestos são pacíficos e seguem nesta terça.

A MP prevê definir regras para o transporte rodoviário de cargas, como o cadastramento das operações, a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e medidas para assegurar o cumprimento do piso mínimo do frete. Na prática, os caminhoneiros cobram do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a votação da norma que atende a demandas exigidas pela classe.

O texto foi editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em março, em meio às ameaças de greve por parte dos caminhoneiros. É necessário que ele seja votado e aprovado até a próxima quinta-feira (16/7). Caso contrário, a MP perde a validade.

O parlamentar afirmou que os caminhoneiros podem ampliar a greve, podendo se estender para todo o país. “Caso não seja votada e a MP caduque, caminhoneiros afirmam que poderão ampliar a mobilização para uma paralisação nacional. Esse movimento vem sendo organizado pelos próprios caminhoneiros, por meio de grupos de WhatsApp, redes sociais e outros canais de comunicação”, destacou.


Entenda:

  • Associações de caminhoneiros convocaram greve para esta segunda-feira em todo o país.
  • Categoria cobra votação da MP do Frete.
  • Expectativa era de que o projeto fosse levado para votação nesta terça-feira (14/7).
  • Medida pode caducar, caso não seja votada até esta quinta-feira (16/7).

Procurado pelo Metrópoles, o Senado ainda não se manifestou sobre o assunto. O espaço segue aberto.

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