O pai de Henry Borel, Leniel Borel, voltou a criticar o perdão judicial concedido a Monique Medeiros durante o julgamento que condenou o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, pela morte do menino. Em entrevista à coluna, ele afirmou que considera a mãe da criança ainda mais responsável pelo crime.
Segundo Leniel, a decisão que isentou Monique de pena representa uma injustiça e será alvo de recurso por parte da família paterna de Henry.
“A juíza trocou 50 anos de pena por nada. Isso foi um grande escárnio, uma grande repugnância para a nossa família e para a sociedade”, afirmou.
Na avaliação dele, Jairinho é o autor das agressões, mas Monique tinha o dever de impedir que o filho fosse vítima de violência.
“Jairinho era ruim, perverso, um monstro. Mas ele não era pai. A Monique era mãe. Ela tinha o dever de proteger o filho dela com os dentes. E ela não fez isso”, disse.
Leniel ainda sustentou que a omissão da mãe ocorreu apesar dos elementos apresentados durante a instrução processual, motivo pelo qual discorda da decisão que lhe concedeu perdão judicial.
A família paterna de Henry pretende recorrer para tentar reverter o resultado do julgamento em relação a Monique Medeiros.







Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
Reprodução/InstagramLeniel Borel - pai de Henry Borel
ReproduçãoHenry Borel
Reprodução/ redes sociaisJairinho foi condenado pela morte de Henry
Aline Massuca/MetrópolesMonique Medeiros durante julgamento no Tribunal do Júri pela morte de Henry Borel
Brunno Dantas/TJRJJairinho e Monique foram presos e respondem por tortura, homicídio triplamente qualificado, além de fraude processual, coação no curso do processo e falsidade ideológica. O caso aguarda para ser julgado pela Justiça
Aline Massuca/MetrópolesHenry Borel
O perdão judicial
O perdão judicial é um instrumento previsto no Código Penal que permite à Justiça deixar de aplicar uma pena em situações específicas, como nos casos de homicídio culposo.
A medida pode ser concedida quando as consequências do crime recaem de forma tão intensa sobre o próprio condenado que uma punição adicional é considerada desnecessária. A decisão não elimina a existência do crime, mas impede a aplicação da pena diante das circunstâncias do caso.
Caso Henry Borel
- Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, na casa da família, em Jacarepaguá, no Rio;
- O ex-vereador e médico Dr. Jairinho, padrasto do menino, e Monique Medeiros, a mãe, levaram a criança ao hospital, alegando que o menino havia sofrido um acidente doméstico e caído da cama;
- Os profissionais de saúde constataram a morte de Henry, causada por hemorragia interna e laceração hepática;
- Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que Henry apresentava 23 lesões de natureza violenta, incluindo laceração no fígado, lesões nos rins e hemorragia interna, indicando espancamento e morte lenta e agônica.

