Luciana Gimenez tem afirmado, com razão, que comentários sobre o corpo de uma mulher são inaceitáveis. Seu filho, Lorenzo, também saiu em sua defesa, lembrando que ninguém deveria ser atacado por sua aparência. Nesse ponto, é difícil discordar: ofensas pessoais e ataques ao corpo não deveriam ser normalizados.
Para você, caro leitor, que não está entendendo nada, eu explico. O ex-estilista Ronaldo Ésper, em participação no programa A Tarde é Sua, de Sônia Abrão, ao ver uma foto de Luciana Gimenez, teceu comentários desnecessários sobre a forma física da ex-apresentadora.
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O que chama a atenção, porém, é a aparente falta de coerência. Quando Rodrigo Branco, de quem Luciana sempre demonstrou ser amiga próxima, foi acusado de fazer comentários racistas contra Thelminha, não houve uma manifestação pública de condenação por parte dela. Pelo contrário, a impressão que ficou, para muita gente, foi a de apoio ao amigo, e não de solidariedade à vítima.
Para refletir
É justamente aí que surge a reflexão: por que a indignação parece ser tão forte quando a ofensa nos atinge diretamente, mas tão discreta quando atinge outra pessoa?







A apresentadora Luciana Gimenez
Reprodução/Redes sociaisLuciana Gimenez
Reprodução/YoutubeLuciana Gimenez posa apenas de calcinha e tapa-mamilo
Reprodução/InstagramLuciana Gimenez
MetrópolesLuciana Gimenez
Reprodução/InstagramLuciana Gimenez
Reprodução/InstagramLuciana Gimenez
Reprodução/InstagramLuciana Gimenez mostrou documentos do banco sobre as transferências em sua conta
Instagram/ReproduçãoNão existe hierarquia entre violências. Ataques ao corpo são condenáveis. Racismo também é e, além de moralmente inaceitável, é crime. Quem defende o respeito às mulheres deveria defender o respeito a todas as pessoas, independentemente da circunstância ou de quem seja o agressor.
Também vale lembrar que “gorda” não deveria ser tratado como um insulto. Ainda assim, usar qualquer característica física para humilhar alguém é errado e merece crítica.
Discurso enfraquecido
No fim, o que essa história escancara é que coerência importa. Defender o respeito apenas quando a dor bate à própria porta enfraquece qualquer discurso. Afinal, a empatia de verdade não depende de quem é a vítima. Ela precisa existir sempre.
Luciana Gimenez deveria colocar a mão na consciência sobre suas atitudes em relação a Rodrigo Branco, porque toda conta sempre chega. Toda ação tem uma reação. E a gente não pode cobrar justiça, se quando foi com o outro, não fomos empáticos.

