Uma expedição internacional conseguiu fotografar os destroços do naufrágio do navio Quest, uma embarcação comandada pelo explorador britânico Ernest Shackleton e que afundou em meados de 1962. A investigação ocorreu com a ajuda do submersível de pesquisa oceanográfica Alvin, o primeiro veículo a visitar os restos do Titanic.
A chegada ao naufrágio, que ocorreu no Mar do Labrador, localizado no Oceano Atlântico Norte, foi liderada pela Sociedade Geográfica Real Canadense, em parceria com a Instituição Oceanográfica Woods Hole, nos Estados Unidos. Além de Alvin, os pesquisadores tiveram auxílio de um veículo operado remotamente (ROV, na sigla em inglês) e instrumentos fotográficos tecnológicos para obter imagens em close-up dos destroços.
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Os restos do barco estavam a cerca de 390 metros de profundidade. Durante a exploração, foram obtidos registros de alta definição de grande parte estrutural do navio. Também é possível ver comunidades de animais marinhos utilizando os destroços para se estabelecer.
O local onde estavam os restos foi identificado em 2024, mas somente agora os cientistas obtiveram tecnologias mais precisas para fotografar o naufrágio.
“Explorar qualquer naufrágio com um submersível tripulado é uma tarefa complexa. O nosso sucesso hoje e nos próximos dias é resultado direto de termos um grupo de profissionais de mergulho em grandes profundidades com vasta experiência em operar em ambientes extremamente complexos”, afirma o piloto do submersível Alvin, Bruce Strickrott, em comunicado.
Uma das grandes dificuldades da equipe para explorar o local foi a quantidade de redes de pesca que acabaram ficando presas aos destroços, atrapalhando os registros do naufrágio. “As redes são uma triste realidade, limitando nossa capacidade de examinar os destroços. Precisamos assumir a responsabilidade pelo que estamos fazendo com nossos oceanos. Esse é um problema enorme”, ressalta o líder da expedição, John Geiger.

Por outro lado, através das imagens obtidas, os pesquisadores pretendem recriar uma versão digital do estado atual do navio para ajudar tanto em pesquisas quanto como divulgação científica ao público.
“Esse tipo de modelagem 3D só existe na oceanografia há alguns anos e está nos dando maneiras totalmente novas de explorar esses naufrágios históricos e torná-los reais para o público”, afirma a cientista-chefe da Instituição Oceanográfica Woods Hole na expedição, Dwight Coleman.
Após a exploração do navio Quest, os exploradores seguirão para a Groenlândia em busca de outro naufrágio histórico ocorrido na região.

