Os Houthis ameaçaram atacar a Arabia Saudita após bombardeios contra o Aeroporto Internacional de Sanaa, localizado na capital do Iêmen. A manifestação foi divulgada nesta segunda-feira (13/7) pelo porta-voz do grupo, Yahya Saree.
“Em uma agressão injusta e descarada, o inimigo saudita, um criminosos, atacou o Aeroporto Internacional de Sanaa com vários ataques aéreos, encerrando assim a fase de redução da escalada, e assumindo as consequências de sua agressão”, afirmou Saree. “Afirmamos que essa agressão não passará impune e será punida”.
A Arábia Saudita não comentou a declaração dos Houthis até o momento. O Ministério da Defesa do Iêmen, por sua vez, assumiu a autoria dos ataques em no aeroporto de Sanaa.
Segundo o general Ali Al-Aqeeli, ministro da Defesa do país, a medida foi tomada para impedir o pouso de um avião do Irã no aeroporto.
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“A milícia houthi terrorista, apoiada pelo regime iraniano, impediu a aviação nacional iemenita de pousar no Aeroporto da Capital Sanaa, e insistiu que o iraniano violasse o território da República do Iêmen, e por isso a pista do aeroporto foi visada”, disse o ministro.
No início do mês, os Houthis ameaçaram atacar aeroportos sauditas e outras instalações vitais no país após acusar a Arábia Saudita de violar o espaço aéreo iemenita.
O grupo iemenita controla vastas regiões do norte do Iêmen desde 2014, após uma ofensiva em meio a deposição do ex-presidente do país, Ali Abdullah Saleh, em 2021.
Desde o início da guerra civil no Iêmen, a Arábia Saudita se tornou um dos atores estrangeiros no conflito. Os sauditas apoiam um governo provisório e reconhecido internacionalmente, e lideraram uma coalizão militar contra os Houthis até 2022, quando um cessar-fogo entre as partes envolvidas nas hostilidades foi firmado, com mediação da Organização das Nações Unidas (ONU).
Enquanto isso, os Houthis são historicamente apoiados pelo Irã, político e militarmente.

