Dividir a comida “humana” com o animal de estimação é um hábito carinhoso, mas jogar o resto do almoço no pote do pet pode fazer muito mal para a saúde dele. Os temperos que usamos no dia a dia, como alho, cebola, sal e gordura, agridem o organismo dos animais e causam problemas digestivos graves. Por outro lado, o uso consciente de alguns alimentos funcionam como um ótimo agrado.
A veterinária Luciana Lana esclarece que refeições temperadas e prontas não servem para os pets. Porém, segundo ela, não há problema em oferecer frutas e legumes como petiscos ocasionais, “pois podem até complementar a alimentação e fornecer fibras, vitaminas e antioxidantes”.
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O tutor deve controlar as porções. A regra geral é que os mimos representem, no máximo, 10% das calorias do dia, deixando os outros 90% para a ração.
Os cães são onívoros e digerem bem tanto carnes quanto vegetais. Já os gatos são carnívoros estritos e precisam de nutrientes como a taurina, presente na carne. Por isso, de acordo com a professora, os felinos aproveitam menos os benefícios das verduras do que os cães.

Os vegetais são os campeões: entenda o jeito certo de prepará-los
Na lista de itens seguros para cães estão banana, melão, maçã sem semente e cenoura crua, que ainda ajuda a limpar os dentes. Abobrinha, abóbora e chuchu também podem ser servidos, desde que cozidos.
Esses alimentos ajudam o intestino, mas devem ser feitos apenas em água ou vapor, sem óleo, sal ou temperos.
Se o pet só come ração, a novidade deve entrar devagar para não chocar o estômago. Dê um pedaço bem pequeno e observe o animal por 24 horas. Carnes e ovos exigem cozimento total. Oferecer esses itens crus traz o risco de contaminação por bactérias perigosas como Salmonella, Escherichia coli e Listeria.
Veneno silencioso e o perigo escondido na cozinha
Na cozinha também podemos encontrar ingredientes comuns que funcionam como verdadeiros venenos.
O chocolate é proibido por conter teobromina, substância altamente tóxica para cães. Outro perigo enorme são as uvas e passas. A veterinária alerta que elas “podem provocar insuficiência renal aguda em cães”.
A lista de alimentos proibidos que prejudicam os pets inclui alho, cebola, cebolinha, café, chás e bebidas alcoólicas. Massas cruas fermentadas, doces com adoçantes e o excesso de abacate também causam estragos severos e devem ficar totalmente longe do alcance dos focinhos.

Sintomas de intoxicação e o perigo de provocar o vômito
Caso ocorra um acidente, os sintomas variam conforme o que foi ingerido. Os sinais mais comuns de intoxicação por alimentos envolvem vômitos, diarreia, salivação excessiva, apatia, tremores e convulsões. A especialista também comenta que vale lembrar que alguns ingredientes estragam os rins em silêncio, “antes mesmo do aparecimento de sintomas evidentes”.
Ao notar o envenenamento, corra para o veterinário e informe o horário e a quantidade ingerida. Nunca tente forçar o bicho a vomitar em casa com sal, leite ou água oxigenada. Na emergência, a dica é agir rápido e “oferecer carvão ativado imediatamente, o que pode reduzir os efeitos tóxicos até que se busque atendimento”, conclui Luciana Lana, médica veterinária e professora da Universidade Católica de Brasília (UCB).

