Embora seja absurdo para algumas pessoas e, inclusive, pouco discutido, gostar de ouvir xingamentos na cama é um fetiche bastante comum. Segundo uma pesquisa realizada na Finlândia, 70% dos praticantes de sadomasoquismo já se envolveram em dinâmicas de humilhação verbal. Os adeptos, no entanto, não se encontram somente no meio BDSM, por exemplo — às vezes, o seu amigo mais tímido tem esse gosto e você nem imagina.
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A sexóloga Camila Voluptas explica ao Metrópoles que, independentemente de fazer parte ou não de alguma vertente, o desejo pela humilhação está associado à submissão. “A tratativa oral é mais uma forma da dinâmica de dominação e submissão”, afirma.






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South_agency/Getty ImagesSegundo a especialista, apesar de não ser uma regra geral, alguns casos do fetiche estão, sim, ligados a traumas.
“Replicar isso na vida sexual de forma consensual é uma maneira de dizer ao subconsciente que agora você é quem está no controle. Algumas pessoas precisam disso pra se lembrar são elas quem decidem”, comenta.
Nessas circunstâncias, a orientação é clara: “Quando é esse o caso, eu recomendo a terapia, pois se autoflagelar física e emocionalmente não cura traumas”, alerta. Em contrapartida, Camila relembra que simplesmente existem pessoas que gostam de estar em uma posição de submissão, sem nenhuma relação com traumas.
O limite do saudável
Acerca do limite do saudável, ele salienta que análise também deve ser feita fora das quatro paredes. “O ato em si não explica, como eu disse, há quem goste por gostar. O que explica, de fato, é o passado da pessoa e como ela recebe essa submissão não só na área sexual, como também no dia a dia”, ressalta.

“São pessoas que já sentem esse desejo, a questão é se identificarem e se sentirem livres para vivenciar a prática sem vergonha, medo ou tabu. Uma pessoa que não tem essa vontade não vai se influenciar”, comenta, ao ser questionada se existe alguma influência pra o fetiche.
Por último, as dicas da sexóloga para introduzir o fetiche na relação incluem: deixar que o interesse pela submissão sempre parta do outro, garantir que exista abertura explicita de ambas pessoas envolvidas na dinâmica e, em primeiro lugar, compreender que insistir e convencer alguém da prática pode gerar problemas de autoestima.

