Belo Horizonte e Brasília – Acabou a missão humanitária de bombeiros brasileiros na Venezuela. Nesta quinta-feira (9/7), as equipes fizeram a desmobilização e a volta ao Brasil, em avião da Força Aérea Brasileira (FAB), está marcada para a manhã desta sexta (10/7). O país vizinho foi por dois terremotos seguidos, de magnitudes 7,2 e 7,5, em 24 de junho, causando enorme destruição e milhares de mortes.
Três dias depois, o Brasil começou a mandar ajuda. De bombeiros foram 71, sendo 31 de Minas Gerais, o maior contingente, e os demais de São Paulo e Paraná.
O fim da missão foi confirmado ao Metrópoles pelo tenente-Coronel Rafael Neves Cosendey, Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (BEMAD) do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).
“Fizemos em torno de 90 atuações em campo, com 23 corpos recuperados, ajuda humanitária, análises estruturais pelos nossos engenheiros, e entrega de 150 purificadores de água enviados pela nossa embaixada”, relatou ele, em um primeiro balanço dos trabalhos.
As equipes brasileiras trabalharam principalmente nas regiões de Caraballeda e Punta Caraballeda, próximas à cidade de La Guaira, utilizando cães de busca, detectores de vida, detectores sísmicos e retroescavadeiras para localizar possíveis vítimas.
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As vítimas
O número de mortes na Venezuela, provocadas pelos fortes terremotos que abalaram o país no fim de junho, chegou a 3.889 mil. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (9/7) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
Em relação ao último balanço publicado por autoridades venezuelanas, o número representa 78 mortes confirmadas a mais do que no dia anterior.
Enquanto isso, 16.740 mil pessoas seguem feridas pelos tremores, e outras 17.907 mil sem casas.

