Os líderes membros da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) deixaram a cúpula realizada em Ancara, na Turquia, com um presente inusitado: um revólver Magnum.
Oferecido pelo anfitrião, o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan, cada revólver foi personalizado com o nome da autoridade que o recebeu e acompanhado de seis cartuchos intactos e de um documento que isentava a arma dos controles de exportação.
O presente chamou atenção não apenas pelo simbolismo, mas também pelos desafios logísticos e de segurança enfrentados pelas delegações para transportar armamentos em perfeitas condições de funcionamento de volta aos seus países.





Presidente da Turquia acusa empresário de integrar organização terrorista
Stefano Costantino / Getty ImagesSimbolismo
- Imagens mostraram que o presente era um revólver Gumusay calibre .357 Magnum, um raro modelo de seis tiros produzido pela fabricante estatal turca MKE na década de 1990.
- A arma foi entregue em uma caixa de madeira com a bandeira da Turquia, o logotipo da Otan e uma placa identificando o modelo como “o primeiro revólver produzido no país”.
- Segundo autoridades turcas, a iniciativa buscou destacar a indústria nacional de defesa, que se tornou um dos principais instrumentos da política externa e das exportações do país.
- De acordo com o Small Arms Survey, organização de pesquisa sediada em Genebra, a Turquia foi o terceiro maior exportador mundial de armas leves entre 2019 e 2024, movimentando aproximadamente US$ 3 bilhões no período, atrás apenas dos Estados Unidos e da Itália.
Reações
Segundo relatos da imprensa britânica, o kit enviado ao premiê também incluía um conjunto de limpeza da arma e cerca de 500 munições.
Já o primeiro-ministro da Bélgica, Bart De Wever, afirmou ter descoberto apenas ao desembarcar em Bruxelas que sua bagagem continha a arma e munição. Diante da surpresa, o revólver foi imediatamente entregue à polícia do aeroporto para ser armazenado em um cofre, conforme os protocolos de segurança.
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A equipe de segurança belga também ficou responsável por recolher as armas destinadas à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e ao presidente do Conselho Europeu, António Costa. Segundo um porta-voz da Comissão, Von der Leyen agradeceu pelo presente, mas pretende desativar a arma e doá-la a um museu militar.
Péter Magyar, premiê húngaro, chamou o presente de “inusitado”. “Um presente inusitado do presidente Erdoğan na cúpula da Otan: um revólver Magnum com munição, gravado com meu nome”, disse.

