A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Credn) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (8/7), a convocação do ministro do Itamaraty, Mauro Vieira, para prestar esclarecimentos sobre a resposta do órgão sobre as implicações da designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
Como adiantado pelo Metrópoles, o Ministério das Relações Exteriores enviou à Câmara dos Deputados um documento em que diz que a decisão do governo de Donald Trump poderá implicar em ações militares norte-americanas no Brasil. Ante a afirmação, o Departamento de Estado, responsável pela política externa dos EUA, disse que a alegação é “absurda“.
A resposta do Itamaraty se deu depois de ser alvo de um requerimento de informações do deputado federal Evair de Melo (Republicanos-ES). O deputado bolsonarista criticou a devolutiva do MRE, que chamou de “frágil” e “genérica”, e disse que o ministro Mauro Vieira é “uma peça meramente decorativa” na diplomacia e pediu sua convocação tanto na Credn, quanto na Comissão de Segurança Pública.
“A gente sabe que, infelizmente, o ministro Mauro Vieira muitas vezes é uma peça meramente decorativa do Itamaraty. Até aqui tem sido o seu comportamento diante das diversas ocasiões onde ele foi colocado. Quem toca a pauta internacional da República é nosso ex-chanceler Celso Amorim. Esse mesmo que fez carta de entendimento com o Hezbollah. Ele é o condutor da política pública”, disse Evair.
Na Comissão, o deputado governista e ex-presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que procurou o Itamaraty e que o ministério se colocou a dispocição para comparecer entre os dias 10, 11 e 14 de agosto, período em que a Casa deverá estar em esforço concentrado.

