Belo Horizonte – O setor indústrial de Minas Gerais manteve um ritmo moderado de crescimento em maio, mesmo com a queda no faturamento real. É o que revela o Fiemg Index de maio de 2026, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais.
O faturamento real da indústria geral (extrativa + transformação) recuou 2,2% na comparação com abril, interrompendo três meses consecutivos de alta. A retração foi puxada principalmente pela redução de pedidos, com a Indústria Extrativa Mineral registrando queda mais acentuada de 15,7% no mês.
No entanto, os demais indicadores mostram resiliência:
- Horas trabalhadas na produção cresceram 1,5% (quarto mês positivo seguido).
- Utilização da capacidade instalada subiu de 80,2% para 82,2%.
- Emprego industrial avançou 0,6%, impulsionado pelo segmento de transformação.
- Massa salarial real aumentou 1,2% e o rendimento médio real cresceu 0,6%.
No acumulado do ano, a maioria dos indicadores ainda registra expansão, reforçando a perspectiva de crescimento moderado para 2026, mesmo em um cenário de juros restritivos, inflação acima da meta e incertezas externas (conflitos geopolíticos e barreiras comerciais).
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A análise da Gerência de Economia da Fiemg destaca que, apesar das condições financeiras desafiadoras, o setor mantém ajustes positivos no quadro de pessoal e na operação das fábricas, o que sustenta o otimismo cauteloso para o restante do ano.
A pesquisa de maio de 2026 foi realizada com 180 empresas e acompanhou variáveis como faturamento real, horas trabalhadas na produção, emprego, massa salarial real, rendimento médio real e utilização da capacidade instalada.

