Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disseram ao ministro Alexandre de Moraes que a pistola Glock não localizada no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, está apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
A informação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta terça-feira (7/7). Segundo a defesa, trata-se da mesma arma apreendida durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) com um agente de segurança do ex-presidente.
Os advogados afirmam que a divergência ocorreu por causa da grafia do número de série da arma.
Segundo a defesa, o armamento foi identificado pela PCDF com a numeração “BOFW477”, enquanto na decisão de Moraes consta “BDFW477”. Por isso, a defesa sustenta que se trata da mesma pistola.
A manifestação ocorre após o Exército informar ter localizado seis das oito armas indicadas pela defesa no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.
As únicas exceções eram justamente a pistola Glock e uma espingarda Maestro Arms Company calibre 12. Em relação à espingarda, conforme mostrou a coluna, os advogados afirmam que ela está no Rio Grande do Sul porque foi dada de presente ao ex-presidente e permanece, até hoje, nas instalações da fabricante.
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Saiba quais armas o Exército entregou à PF:
- Pistola Taurus calibre .380 Automatic (permitido);
- Pistola Taurus calibre .40 S&W (restrito);
- Carabina/Fuzil Springfield Armory calibre 7,62×51 mm (restrito);
- Espingarda Typhoon calibre 12 GA (restrito);
- Pistola Arex calibre 9×19 mm (restrito);
- Pistola SIG Sauer calibre 9×19 mm (restrito).
A determinação faz parte da decisão em que Moraes manteve a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, mas revogou o porte de arma e o Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).

