O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella (foto em destaque), acusou nesta terça-feira (7/7) o atual líder colombiano, Gustavo Petro, de tentar promover um “golpe de Estado” para permanecer no poder.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o direitista convocou as Forças Armadas a protegerem a Constituição e afirmou que os militares não devem cumprir eventuais ordens que, segundo ele, contrariem a democracia.
“Petro e Cepeda iniciaram seu Plano B para permanecer no poder a todo custo. E querem fazer isso por meio de um golpe de Estado. Como presidente eleito, peço às Forças Armadas da República da Colômbia que cumpram seu juramento, protejam a Constituição e a democracia e não obedeçam a quaisquer ordens que Petro possa dar em contrário”, declarou.
Mais cedo, Petro afirmou, sem apresentar provas, que estaria sendo alvo de uma tentativa para prendê-lo e convocou a população à “união contra um governo ilegítimo”.
Crise marca transição de governo
As declarações ampliam a tensão política durante a transição de governo, que será concluída em 7 de agosto, data prevista para a posse de De la Espriella. O presidente eleito é apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e venceu o segundo turno das eleições por uma margem apertada sobre o candidato governista, Iván Cepeda.
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Horas antes das acusações, De la Espriella anunciou a suspensão imediata do processo de transição com o governo Petro. Segundo ele, sua equipe identificou indícios de corrupção e supostos contratos direcionados na administração atual.
“Meu dever é proteger os interesses da nação e garantir uma transição séria, transparente e a serviço dos colombianos, jamais legitimar o desastre nem o desrespeito à ordem constitucional”, afirmou o presidente eleito.




De la Espriella anunciou a suspensão imediata do processo de transição com o governo Petro
Reprodução/ Redes sociaisColômbia
Arte MetrópolesAbelardo de la Espriella foi eleito presidente da Colômbia para o mandato 2026-2030
Camilo Moreno/Long Visual Press/Universal Images Group via Getty Images)Petro questiona resultado
A disputa entre os dois líderes se intensificou após as eleições de junho. Petro se recusa a reconhecer o resultado do segundo turno e questiona a legitimidade do presidente eleito, enquanto De la Espriella acusa o atual governo de tentar dificultar a transferência de poder.
Apesar das contestações políticas, as autoridades eleitorais colombianas informaram que não encontraram indícios de fraude ou manipulação no processo eleitoral.
O senador Iván Cepeda reconheceu oficialmente o resultado das urnas, mas declarou estar em “desobediência civil” diante do futuro governo.
Posse prevista para agosto
Sem experiência anterior em cargos eletivos, De la Espriella construiu a campanha com propostas voltadas à redução do tamanho do Estado, incentivo ao investimento privado e endurecimento do combate às guerrilhas e ao narcotráfico.
O presidente eleito anunciou parte da futura equipe ministerial, incluindo os nomes que comandarão as pastas do Interior, Fazenda, Meio Ambiente e Defesa.
A posse está marcada para 7 de agosto, em meio a um cenário de forte polarização política e crescente instabilidade institucional na Colômbia.

