Com o jornalista Paulo Figueiredo desistindo de comparecer à audiência sobre o tarifaço, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terá a companhia de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, em Washington, nos Estados Unidos.
Eduardo, que atualmente mora no Texas, viajou para a capital americana para acompanhar o pré-candidato à Presidência no debate promovido pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).




Flávio Bolsonaro durante a Romaria do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO)
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoAs declarações foram dadas em uma entrevista ao canal Rede Comunica Brasil, no YouTube, nesta quarta-feira (17/6).
Reprodução Rede Comunica BrasilFlávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro e Donald Trump
Reprodução/Redes sociaisFlávio participará do primeiro painel de terça-feira (7/7) ao lado de Roberto Azevêdo, representando a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e de Letícia Masselli, da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).
Também integram o painel Matt Priest, da Associação dos Distribuidores e Varejistas de Calçados dos Estados Unidos (FDRA), e Peter Grueterich, da JPT Group LLC/Bernardo Footwear.
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Carta ao USTR
Como mostrou o Metrópoles, Flávio Bolsonaro enviou uma carta ao Representante de Comércio americano pedindo para participar da audiência sobre as tarifas. No documento, o senador argumenta que a manutenção do tarifaço empurraria o Brasil para a esfera de influência da China.
O presidenciável do PL também afirmou que a continuidade das sobretaxas poderia favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida eleitoral. Assim como Paulo Figueiredo, Flávio pediu que a aplicação das tarifas seja suspensa ao menos até a realização das eleições nacionais.
“As tarifas propostas entregariam ao atual governo brasileiro precisamente a vitória política que ele vem arquitetando, ao mesmo tempo em que prejudicariam a economia americana e os próprios brasileiros, que buscam uma relação mutuamente benéfica com os Estados Unidos”, escreveu.
Em junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos propôs uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, alegando práticas comerciais consideradas desleais, após concluir a investigação contra o Brasil conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

