O envio de observadores para acompanhar as audiências do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre o tarifaço é o “procedimento padrão”, segundo embaixadores do Itamaraty ouvidos pela coluna.
Segundo membros do Ministério das Relações Exteriores, desde os debates sobre o primeiro tarifaço, em 2025, que observadores são enviados para este tipo de fórum, sem necessariamente se manifestarem nos encontros.




Palácio do Itamaraty
Agência BrasilSenador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Luis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNovaPalácio do Itamaraty
Reprodução/Ana de Oliveira/AIG-MREIsso porque, na avaliação do Itamaraty, as audiências como as que serão realizadas nesta segunda-feira (6/7) e terça-feira (7/7), são espaços destinados a ouvir a sociedade civil e o empresariado.
Diante desse quadro, diplomatas da embaixada em Washington acompanharam as reuniões desta semana para ouvir as diversas manifestações, por exemplo, dos representantes de diversos setores que se manifestarão.
A observação também servirá para monitorar de perto o discurso do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é um dos inscritos para participar da sessão de terça-feira.
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As audiências analisam a investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, que recomendou a imposição de novas tarifas ao Brasil.
Flávio é um dos inscritos para falar na audiência de terça-feira (7/7). Em ofício enviado ao USTR, o parlamentar informou que discursará em defesa da não imposição das tarifas.
Planalto não participa da audiência
Integrantes do Palácio do Planalto não participarão oficialmente da audiência. A avaliação do Itamaraty e do Planalto é que não faz sentido discursar em uma sessão destinada à sociedade civil, uma vez que o governo brasileiro mantém um canal de diálogo direto com a gestão Donald Trump para tratar das tarifas.

