O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (foto em destaque) será transferido para um presídio federal após ser alvo de um novo mandado de prisão da Polícia Federal (PF), em mais uma fase da Operação Unha e Carne.
A ação ocorre nesta quinta-feira (2/7) e agora apura indícios de lavagem de dinheiro à Máfia do Cigarro no âmbito do inquérito que investiga o vazamento de informações sigilosas ao Comando Vermelho (CV).
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Além de Bacellar, o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio são alvos de mandados judiciais nesta quinta.




Pastor Márcio Poncio
Reprodução/Redes sociais.Adilsinho
Arte/MetrópolesRodrigo Bacellar
Reprodução / AlerjSegundo a PF, esta fase da operação aprofunda a investigação de corrupção envolvendo o “capo” (chefe, em italiano) da nova cúpula do jogo do bicho, bem como envolvimento de políticos do Legislativo do Rio de Janeiro.
Conforme fontes ouvidas pelo Metrópoles, a transferência do local de custódia ocorre devido ao desdobramento da investigação, que concluiu participação ativa de Bacellar nos crimes.
Após reunir informações, a PF decidiu transferi-lo de prisão por considerar o ex-presidente da Alerj um “criminoso de alta periculosidade”. Anteriormente, Bacellar estava detido no presídio estadual Bangu 8, na zona oeste do Rio.
O político foi preso pela primeira vez em dezembro de 2025 e solto pela Alerj sob medidas cautelares, no entanto, voltou à prisão em março deste ano por ordem do STF após ter o mandato cassado.
Bacellar foi conduzido na manhã desta quinta à Superintendência da PF no Rio, onde aguarda a transferência. Até o momento, a PF não divulgou detalhes sobre a localização do presídio federal que o ex-presidente da Alerj cumprirá pena.
Entenda nova fase da Operação Unha e Carne
A PF deflagrou, na manhã desta quinta, a Operação Unha e Carne para aprofundar apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo “capo” da nova cúpula do jogo do bicho e possível envolvimento de integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro no esquema.
Segundo os investigadores, o nome do pastor Márcio Poncio aparece em registros ligados à Máfia do Cigarro apreendidos na operação que prendeu o contraventor Adilsinho, em fevereiro deste ano. Poncio foi detido na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro nesta quinta.
Além desse mandado de prisão contra o pastor, a PF cumpriu outros dois contra Bacellar e o contraventor, que já estão custodiados em presídios. Marco Antônio, filho do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, também foi alvo de um mabdado de busca e apreensão.
No total, os policiais cumprem 14 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
O ministro também decretou o sequestro de bens e valores até o limite de R$ 22 milhões.

