Quatro policiais do Corpo de Investigação Científica, Criminal e Forense (CICPC) da Venezuela foram expulsos da corporação nessa terça-feira (30/6) acusados de roubarem dinheiro achado sob os escombros causados pelos terremotos que atingiram o país, durante uma operação de resgate.
Um vídeo registrado por uma testemunha mostra a população confrontando os agentes, que carregam um bolo de notas. Uma mulher toma o dinheiro do policial e começa a rasgá-lo. Assista:
🇻🇪 Several Venezuelan regime police officers were caught with large amounts of dollar bills looted from destroyed apartments at ground zero of the disaster in La Guaira.
Amid public outrage, people snatched the bundles of cash from their hands and tore the money apart. pic.twitter.com/07l7xPVeCu
— Visegrád 24 (@visegrad24) July 1, 2026
Segundo o diretor da CICPC, Douglas Rico, o caso ocorreu no estado de La Guaira, o mais afetado pelos tremores da semana passada.
“Diante dos recentes fatos ocorridos nas zonas afetadas pelos eventos sísmicos no estado de La Guaira, constatou-se que um grupo de funcionários, desviando-se de seus deveres e aproveitando-se das tarefas de resgate e assistência humanitária, agiu de maneira indecorosa ao apropriar-se de valores econômicos encontrados entre os escombros”, disse o diretor em publicação, anunciando que afastou os agentes, que responderão criminalmente.
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Os quatro agentes foram identificados como: Maya Aguilar Reyes; Fredy Rafael Lugo Oliveros; Roger Andrés Omaña e Josue Jhonatan Burgos Sánchez.
Os quatro foram detidos e colocados à disposição da 68ª Procuradoria Nacional com competência em matéria de crimes contra a corrupção do Ministério Público, segundo o CICPC.
Douglas Rico reafirmou que o órgão “não tolerará, em circunstância alguma, desvios policiais, actos de corrupção ou comportamentos que violem a honra institucional ou a dor das vítimas desta emergência”.
Segundo o diretor, os civis foram fundamentais para a responsabilização dos agentes. “Agradecemos à cidadania que, com coragem e responsabilidade, denunciaram estes fatos e forneceram o material que evidenciou a irregularidade”, disse em publicação.

