Luísa Sonza relembrou o processo de racismo que sofreu há alguns anos atrás. Ao comentar sobre projetos sociais que apoia, a cantora disse que aprendeu muito com a acusação contra ela, entendendo como deve se apresentar à sociedade.
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“Acho que se colocar e se entender como mulher branca é muito importante. E também conectar que a dor não está ali, sabe? Acho que, com o tempo, a gente vai conseguindo entender mais”, disse ela.
A cantora afirmou que não gosta da ideia de sempre se defender diante das críticas que recebe. “Eu sou uma pessoa que faz que cresce, que ajuda e que acredita. Então, o que eu tenho que fazer para ser uma pessoa melhor?”, comentou.
No entanto, Luísa Sonza confessou que se assustou ao saber que estava sendo processada. “Quando você se vê assim, toma um susto: ‘Meu Deus, eu sou a vilã’. Mas, ao mesmo tempo, você não se sente assim porque, no processo que aconteceu, não foi uma coisa que eu tive intenção”, disse ela.
“Eu tinha 18 anos, aconteceu há muitos anos. Eu estava cantando, me virei e aconteceu aquilo. Nos primeiros anos da vida adulta, talvez até antes dos 20, você não entende. Depois percebe que não é sobre você, é sobre o outro, é sobre como o outro se sente”, desabafou.
A artista explicou que entendeu, com o passar dos anos, o peso de suas atitude. “Meu comportamento precisa contribuir para não seguir alimentando uma estrutura que é racista, elitista, machista e todas essas coisas que a gente conhece”, destacou.
Em seguida, Luísa Sonza disse que aprendeu como deveria se portar enquanto uma pessoa pública, especialmente sendo mulher branca. “Você precisa ter um tato maior e um entendimento mais profundo das coisas. Então, o que eu busco fazer é sempre me atualizar e buscar melhorar”, pontuou.
“A melhor justificativa, ou a melhor desculpa, são as atitudes. Sempre tentei ser perfeita, mas é impossível ser completamente perfeita. Hoje eu perdoo também a ignorância da Luísa de 10 anos atrás e entendo como devo me portar em relação a todas essas questões”, completou.
Ao encerrar o assunto, Luísa Sonza reforçou, em entrevista à Tati Bernardi, que o racismo precisa ser combatido por pessoas brancas. “A gente tem esse dever. E também em outras causas, eu acredito muito nisso”, afirmou.
“É sobre o que eu faço, e não sobre o que eu falo que faço. Porque isso o tempo mostra sozinho. Nem que seja depois que eu morrer, as pessoas divulguem todo o meu trabalho por trás das câmeras, as coisas que eu vivi, as coisas que aconteceram”, finalizou.
Relembre o caso
A declaração de Luísa Sonza faz referência ao processo movido pela advogada Isabel Macedo de Jesus após um episódio ocorrido em setembro de 2018, em Fernando de Noronha.
Isabel, que comemorava o aniversário em uma pousada onde a cantora se apresentava, afirmou que foi confundida com uma funcionária do local e recebeu um pedido para buscar um copo d’água, o que atribuiu ao racismo estrutural.
Quando o caso veio à tona, em 2020, Luísa negou a acusação. Dois anos depois, porém, mudou de posicionamento, publicou um pedido público de desculpas e reconheceu que sua conduta reproduziu uma prática de racismo estrutural, ainda que não tivesse essa intenção.
Na ocasião, a cantora também afirmou que buscaria uma solução amigável para o processo. Em 2023, as duas chegaram a um acordo, cujos termos permaneceram em sigilo.
Após a conciliação, a ação foi arquivada em definitivo.







As peças da collab trazem o repertório fashion da cantora
Shein/DivulgaçãoLuísa Sonza
Instagram/reproduçãoVitória Neves investiu em um visual customizado inspirado no figurino da cantora
Wey Alves/MetrópolesLuísa Sonza
Instagram/reproduçãoPam Martins fotografa a campanha
Shein/DivulgaçãoFigurino usado nesse sábado (16/5), em Brasília
Wey Alves/Metrópoles
