O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1/7), a Operação Coluna Sul, considerada a maior já realizada pela força-tarefa. A ação tem como objetivo desarticular a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) em seis estados brasileiros e apura a participação de investigados na estrutura da organização criminosa.
Ao todo, são cumpridas 320 ordens judiciais, entre elas 151 mandados de prisão temporária e 169 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina. As diligências ocorrem em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
Leia também
Segundo o Ministério Público, a operação é um desdobramento da Operação Maserati e busca enfraquecer a capacidade de articulação do PCC, que, conforme as investigações, coordena atividades criminosas tanto dentro quanto fora do sistema prisional.
Os investigados são suspeitos de integrar a facção e de envolvimento em crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de arma de fogo.
A operação mobiliza apenas em Santa Catarina 103 integrantes do Gaeco, cerca de 552 agentes de segurança pública, 198 viaturas e dois helicópteros. Também participam policiais civis, militares, penais, bombeiros e equipes especializadas de outros cinco estados.
Durante o cumprimento dos mandados no Paraná, agentes do Gaeco foram recebidos a tiros por um dos alvos da investigação. Houve confronto e um suspeito, apontado como integrante do PCC, morreu após atirar contra os policiais com uma pistola equipada com seletor de rajada.
Todo o material apreendido será encaminhado para perícia da Polícia Científica de Santa Catarina. As investigações seguem em sigilo e têm como foco identificar toda a estrutura da facção, sua forma de atuação e seus integrantes.

