Belo Horizonte – Uma das mulheres que acusam o vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Piraúba Josmar Xavier (PSD) de assédio, intimidação funcional, quebra de decoro e outros, conseguiu na última semana uma medida cautelar que proíbe que ele se aproxime no limite de 200 metros dela, exceto em estrito exercício das funções parlamentares.
A suposta vítima acusa o parlamentar de ter falado que quando ela começou a trabalhar na Câmara, em 2025, era como “cabo de vassoura” e, em 2026, estava “boazuda”. Outra denúncia, revelada pelo Metrópoles, diz respeito a uma fala em que o vereador teria “elogiado” o sexo oral de uma servidora.
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Na decisão pela medida cautelar, o juiz Ricardo Domingos de Andrade ainda vetou que o acusado mantenha contato com a vítima ou com seu núcleo familiar, sob pena de prisão preventiva em caso de descumprimento.
Já o pedido de busca e apreensão sob a alegação de que o pessedista tivesse porte de arma de fogo foi negado pela Justiça. A justificativa é de que “neste momento processual, não se mostra cabível”, mas que, com o avançar das investigações, a medida pode ser revista.
O político negou as acusações e afirmou que entregaria o cargo para tratar problemas de saúde. Contudo, nessa segunda-feira (29/6), Josmar apresentou sua defesa na Casa reconhecendo que sua comunicação é “firme e, por vezes, incisiva”, mas alegando que a cassação pode abrir um precedente para futuramente punir outros políticos.
Ele ainda pede o arquivamento da denúncia.”Não como favor, mas como aplicação da lei; não para silenciar relatos, mas para impedir que um procedimento contaminado produza a sanção máxima; não apenas por Josmar, mas pelo precedente que permanecerá para todo”, diz o texto.
“Elogio” a sexo oral
A Câmara Municipal de Piraúba, na Zona da Mata Mineira, abriu um processo de cassação do vereador, após denúncias feitas pelo marido de uma das supostas vítimas.
Entre os relatos estão a que ele teria dito a outra servidora que estava fazendo um tratamento para retirar um dente no “céu da boca”, que o marido não a deixava por esse dente ser um suposto diferencial no sexo oral.
A denúncia que levou a abertura do processo afirmou que as atitudes não são isoladas, brincadeiras de mau gosto ou mera falta de urbanidade, mas sim um padrão de humilhação, sexualização e intimidação contras as servidoras da Casa Legislativa.

