O Bitcoin (BTC) voltou a superar os US$ 85 mil nesta quarta-feira (30), depois de a inflação americana de agosto vir abaixo do esperado. A criptomoeda reagiu logo após a divulgação dos dados e acumula alta de mais de 1,6% desde o anúncio, negociada por volta de US$ 85,2 mil.
O índice de preços PCE, medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), subiu 0,3% em agosto e acumula 3,4% em 12 meses. Analistas consultados pela FactSet previam altas de 0,4% e 3,7%, respectivamente. O núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% no mês e 3% em 12 meses, ante estimativas de 0,3% e 3,3%.
Para Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin, o dado reduz parte da pressão sobre as expectativas de novas altas de juros pelo Fed, em um momento de juros longos americanos em níveis historicamente elevados. “O PCE trouxe exatamente o tipo de surpresa que o mercado cripto precisava”, afirma.

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O resultado também atende a uma das condições apontadas pela Bitfinex para uma melhora do cenário. Em relatório divulgado na segunda-feira (28), a exchange indicou que um núcleo do PCE de até 0,2% no mês “retiraria a restrição que sustenta o cenário-base e melhoraria as perspectivas de um rompimento do BTC para cima”.
As apostas em nova alta de juros em outubro já vinham recuando antes do PCE. Dados fracos de vagas de emprego e de confiança do consumidor nos Estados Unidos, divulgados na terça-feira (29), derrubaram essa probabilidade de 70,9% para cerca de 51,5%.
A demanda institucional também segue firme. Os ETFs de Bitcoin à vista negociados nos EUA captaram US$ 66,2 milhões na terça, segundo a SoSoValue, e chegaram à nona sessão consecutiva de entradas, puxadas pelo IBIT, da BlackRock, e pelo ARKB, da Ark Invest com a 21Shares.
No curto prazo, Fontes vê a região de US$ 87 mil, máxima recente, como primeiro alvo. Caso esse patamar seja rompido, a principal resistência técnica passa a ser a média móvel de 100 semanas, perto de US$ 89,7 mil. Para o analista, a reação “reforça a importância da defesa recente dos US$ 82 mil”.
Com o fechamento do mês nesta quarta, o Bitcoin caminha para o melhor setembro desde 2013, com alta superior a 7%, em um período que historicamente costuma ser negativo para a criptomoeda.
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