As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) tiveram dia de alta mesmo com petróleo no exterior não avançando de forma proporcional. Os contratos subiram cerca de 1%, com Brent cotados a US$ 95,63 (+1,04%) e WTI a US$ 91,01 (+0,88%) por barril.
Os papéis preferenciais da petroleira (PETR4) subiram 2,84%, a R$ 48,20, e os papéis ordinários (PETR3) avançaram 2,23%, a R$ 53,54. As ações preferenciais alcançaram sua máxima histórica, de acordo com levantamento da Consultoria Elos Ayta.
Mais uma vez, os papéis também foram beneficiados por movimento no exterior. O fluxo estrangeiro foi considerado por analistas um dos motivos da alta de hoje. Um sinal de que a bolsa contou com elementos domésticos para os ganhos é o desempenho no exterior.
O EWZ (iShares MSCI Brazil), o maior ETF de ações brasileiras negociado em Nova York, disparou 4,16% no dia, enquanto o EEM (iShares MSCI Emerging Markets), ETF de mercados emergentes, subiu apenas 0,57%.
Conforme mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), os investidores vêm se posicionando em opções de compra (calls) de EWZ e Petrobras para dezembro, pós-eleição, justamente em meio ao aumento de confiança na possível vitória de Flávio.
“Embora as especulações e os desdobramentos no ambiente político sigam atuando como um catalisador pontual de volatilidade na sessão, o principal motor do índice continua sendo a tração exercida pelos papéis de grande peso ligados a commodities, que seguem atraindo o fluxo de capital de investidores estrangeiros”, afirma Rebecca Nossig, da Nomad.
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