Os preços ao consumidor no Reino Unido devem ganhar destaque na próxima semana, com a escassez de chips de memória impulsionada pela inteligência artificial e os custos mais altos de energia mantendo o Banco da Inglaterra (BoE) em alerta.
Dados que serão divulgados na quarta-feira devem mostrar a inflação acelerando pela primeira vez em quatro meses, com a estimativa mediana dos economistas consultados pela Bloomberg apontando para uma alta de 2,9% em julho.
A guerra com o Irã está encarecendo as viagens aéreas e repercutindo nas contas de energia das famílias, enquanto a escassez de componentes relacionados à inteligência artificial eleva os preços dos produtos eletrônicos.
Esse deve ser o início de uma aceleração que tende a continuar ao longo do segundo semestre, interrompendo um período de notícias positivas sobre as pressões de preços. Os números podem deixar os dirigentes do BoE cada vez mais preocupados à medida que os efeitos da guerra com o Irã começam a aparecer de forma mais clara nos preços, especialmente diante de uma economia resiliente.
Um dos três votos dissidentes na última reunião do BoE, o economista-chefe Huw Pill reforçou sua defesa de juros mais altos depois que a economia britânica cresceu inesperadamente em junho, ajudada por uma onda de calor e pela Copa do Mundo.

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E, embora grande parte das perspectivas para a inflação dependa dos acontecimentos no Oriente Médio, a inteligência artificial surge como um possível fator inesperado.
O BoE alertou que a rápida expansão da capacidade de IA está elevando o custo dos chips de memória usados em celulares, laptops e consoles de videogame, enquanto dados de julho do British Retail Consortium indicam que a alta no custo dos chips está sendo repassada aos preços dos eletrônicos. Laptops e tablets da Apple, assim como consoles Xbox, já devem ficar mais caros, um sinal de que as pressões relacionadas à IA podem se tornar um componente da inflação do núcleo de bens nos próximos meses.
Os formuladores de política monetária também receberão uma nova leitura do mercado de trabalho britânico na quinta-feira. Economistas preveem que o crescimento dos salários, excluindo bônus, tenha permanecido em 3,4% nos três meses até junho, enquanto a taxa de desemprego deve recuar ligeiramente para 4,8%.
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Isso reforçaria os sinais de que o mercado de trabalho do Reino Unido finalmente está entrando em águas mais calmas. Para os responsáveis pela política monetária, no entanto, o grande teste serão as negociações salariais de 2027, cujos primeiros sinais só devem surgir mais adiante neste ano.
Em outras regiões, leituras preliminares dos índices de gerentes de compras (PMIs) e decisões sobre juros da Indonésia à Suécia e ao Uruguai estarão entre os destaques.
Clique aqui para ver o que aconteceu na semana passada. A seguir, um resumo do que está por vir na economia global.
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