O Itaú BBA revisou suas estimativas para as produtoras de petróleo, após os resultados divulgados do segundo trimestre de 2026. O banco também atualizou os preços-alvo para o final de 2027 para todas as companhias, incorporando um preço médio do petróleo menor.
Para o BBA, Petrobras (PETR3/PETR4) segue como destaque, mantendo a recomendação de compra. A PetroReconcavo (RECV3) permanece como neutro e para Brava (BRAV3), mantém como restrito. A PRIO (PRIO3) foi a única que chegou a ser elevada, saindo de neutra para compra.

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A novas premissas de longo prazo ainda consideram o preço do petróleo Brent (referência internacional do petróleo) em US$ 65 por barril, contra os US$ 70 de anteriormente.
De acordo com os analistas, apesar dos acontecimentos geopolíticos recentes terem trazido volatilidade no curto prazo, a forte queda dos preços oferece um novo cenário para o setor. O BBA acredita que os fundamentos de oferta e demanda acabarão prevalecendo sobre os prêmios de risco geopolítico no médio e longo prazo.
Desta forma, o foco do mercado deve retornar gradualmente aos fundamentos subjacentes. Segundo o banco, apontando para um mercado de petróleo com oferta abundante.
Petrobras como destaque; PRIO elevada
De acordo com o BBA, a maior resiliência da Petrobras em um cenário de preços mais baixos, concede o destaque à operação da companhia. Em especial, por sua capacidade de se beneficiar de um ambiente de margens de refino mais fortes.
Apesar da recomendação elevada, o banco ajustou para baixo o preço-alvo para o ano de 2027, saindo de R$ 64 por ação para R$ 63.
Para o BBA, o perfil de risco-retorno da PRIO está mais atraente após a correção no preço das ações. O preço-alvo também foi reduzido para o mesmo período, saindo de R$ 74 para R$ 73, mas a exposição ao papel é atrativa ao potencial de alta.
Conforme os analistas, mesmo em um cenário mais conservador de preços de commodities, a companhia per mite retornos aos acionistas superiores a 20%.
A PetroReconcavo encerrou o último trimestre com produção abaixo das expectativas. De acordo com os analistas, esse desempenho contínuo acabou adiando o ponto de inflexão operacional que poderia sustentar uma reprecificação para cima da ação.
Assim como ocorreu com as outras companhias, o preço-alvo da PetroReconcavo foi reduzido, de R$ 16 para R$ 12 no final de 2027. Ainda que a companhia tenha passado a priorizar cada vez mais projetos com menor risco de execução, o desempenho da produção em 2026 permaneceu abaixo das expectativas.
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