O Ibovespa encerrou a última sessão em alta de 0,74%, aos 175.334 pontos, recuperando-se após duas quedas consecutivas. Ao longo do pregão, o índice oscilou entre a mínima de 174.048 pontos e a máxima de 175.555 pontos. Na minha leitura, a reação abre espaço para a continuidade da recuperação, mas o movimento ainda depende da superação de resistências importantes.
No gráfico diário, observo que o Ibovespa permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que favorece novas tentativas de avanço. Para confirmar a retomada do fluxo comprador, porém, considero necessário romper a região de 178.340/181.560 pontos. Acima dessa faixa, o índice poderá buscar a resistência em 187.780/192.890 pontos.
Por outro lado, a perda dos suportes em 174.040/172.215/169.665 pontos poderá recolocar o mercado em trajetória de baixa. Nesse cenário, os próximos objetivos vendedores estarão em 167.650/164.780 pontos, com um alvo mais longo na região de 161.745/157.000 pontos. O IFR (14) está em 53,02, ainda em zona neutra e sem indicar condições extremas de compra ou venda.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o Ibovespa encerrou a sessão entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, indicando um cenário de maior indefinição no curtíssimo prazo.
Para dar continuidade à reação, o índice precisa superar a resistência em 175.465/176.830 pontos. Caso esse rompimento ocorra com entrada de fluxo comprador, os próximos alvos estarão em 178.200/179.475 pontos e, posteriormente, em 180.940 pontos.
Na direção contrária, acompanho inicialmente a faixa de suporte em 174.040/173.080/172.215 pontos. A perda dessa região, especialmente se acompanhada de aumento do volume vendedor, poderá intensificar a correção e abrir caminho para os suportes em 169.665/167.650 pontos. Em um movimento mais prolongado, o alvo seguinte estará em 166.295/164.100 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (27/07) em alta de 1,18%, aos 176.760 pontos, retomando o fluxo positivo.
O mini-índice chega ao pregão com uma configuração mais favorável no curto prazo, após fechar em alta e acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. A superação da primeira resistência em 176.870/177.400 pontos pode sustentar a continuidade do movimento comprador, enquanto a perda do suporte em 176.295/175.770 pontos abriria espaço para uma retomada da pressão vendedora.
No gráfico de 60 minutos, o cenário também ganhou força com o fechamento acima das médias de 9, 21 e 200 períodos. Essa configuração favorece a continuidade da recuperação, mas ainda exige entrada de volume comprador para confirmar o rompimento das resistências mais próximas.

Os contratos de minidólar (WDOQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (27/07) em alta de 0,37%, aos 5.118,5 pontos.
O minidólar terminou a última sessão com fluxo comprador, mas fechou entre as médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, sinalizando que a recuperação ainda precisa ganhar força. Para esta terça-feira, considero a resistência em 5.124,5/5.132,5 pontos como o primeiro obstáculo para a continuidade da alta, enquanto o suporte em 5.107/5.090 pontos será determinante para evitar uma retomada da pressão vendedora.
Já no gráfico de 60 minutos, a configuração é mais favorável aos compradores, com o ativo acima das médias de 9 e 21 períodos, mas ainda dependente do rompimento das resistências próximas para ampliar a recuperação.

Os contratos futuros de Bitcoin (BITN26), com vencimento em julho, encerraram a última sessão em leve alta de 0,18%, aos 327.860 pontos, interrompendo uma sequência de três quedas.
Pelo gráfico diário, observo que o avanço foi discreto e ainda insuficiente para alterar a configuração técnica do ativo. O contrato permanece em movimento lateral nas últimas sessões, mas segue inserido em uma tendência de baixa, o que mantém a necessidade de cautela nos próximos movimentos.
Atualmente, o BITN26 negocia entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando o cenário de indefinição no curto prazo. O IFR (14), por sua vez, está em 46,70 pontos, dentro da faixa neutra e sem indicar condições de sobrecompra ou sobrevenda.
Para retomar o fluxo vendedor, considero necessário o rompimento da região de suporte em 319.040/303.860 pontos. A perda dessa faixa poderá abrir espaço para uma correção em direção a 293.100/263.780 pontos e, em um movimento mais prolongado, a 253.250/244.235 pontos.
No campo positivo, uma recuperação mais consistente dependerá do rompimento da resistência em 341.840/355.260 pontos. Acima dessa região, o fluxo comprador poderá ganhar força para buscar 381.680/399.720 pontos, com alvo mais longo em 418.550/444.385 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta terça-feira (28).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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