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Prévia da inflação: IPCA-15 desacelera em julho e tem alta de 0,06%

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Prévia da inflação: IPCA-15 desacelera em julho e tem alta de 0,06%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, aponta que os preços de bens e serviços subiram 0,06% em julho — em junho, o índice havia sido de 0,41%.

Os preços dos itens de habitação foram os que tiveram a maior alta no mês (0,97%) e também os com maior impacto no índice. O grupo saúde e cuidados pessoais também pesou. Os itens de alimentação e bebidas tiveram recuo importante.

Os dados referentes ao IPCA-15 foram divulgados nesta terça-feira (28/7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado de 12 meses, a prévia da inflação tem alta de 4,52%, índice menor do que os 4,80% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em relação a julho de 2025, quando o índice registrou variação de  0,33%, houve recuo de 0,27 ponto percentual.


O IPCA-15

  • O IPCA-15 difere do IPCA, que mede a inflação oficial do país, na abrangência geográfica e no período de coleta, que começa no dia 16 do mês anterior. Por essa razão, ele funciona como uma prévia do IPCA.
  • O indicador coleta dados sobre as famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. Ele abrange: Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia.
  • A próxima divulgação será no dia 26 de agosto.

Destaques IPCA-15

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período 17 de junho a 15 de julho de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de maio a 16 de junho de 2026 (base).

Os produtos e serviços que compõem o IPCA-15 são divididos em nove grupos. Dos nove, cinco tiveram altas que variaram de 0,08 a 0,97. Os outros quatro apresentaram quedas que variaram de 0,02% (comunicação) a 0,66% (alimentação e bebidas).

Projeções anuais

Segundo o relatório Focus, as previsões indicam que o IPCA fechará o ano em 5,12%.

Em 2026, a meta inflacionária é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual (com piso de 1,5% e teto de 4,5%). Se o acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.

O governo projeta que a inflação ficará em 5,1%, em 2026, e o Banco Central (BC) considera o índice de 5,2%.

Em atualização.