O Ibovespa interrompeu a sequência de três quedas e encerrou a última sessão com alta de 0,64%, aos 172.787 pontos. Durante o pregão, o índice oscilou entre a mínima de 171.697 pontos e a máxima de 174.425 pontos. Apesar da recuperação, destaco que o mercado abriu com um avanço mais forte, perdeu parte do fôlego ao longo da sessão, mas ainda conseguiu sustentar o fechamento no campo positivo.
Pelo gráfico diário, observo que o índice segue negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo aberta a possibilidade de continuidade da recuperação. Ainda assim, o movimento corretivo iniciado após a máxima histórica de 199.354 pontos permanece em vigor. O IFR (14) está em 49,93, em região neutra, indicando que o mercado ainda busca uma definição mais clara de direção.
Para que o Ibovespa amplie o movimento de alta, considero importante a superação da faixa de resistência em 174.230/178.340 pontos, com objetivos posteriores em 181.560/187.780 pontos.
Por outro lado, uma perda dos suportes em 170.530/167.650 pontos poderá recolocar pressão sobre o índice, abrindo espaço para testes em 164.780/161.745 pontos, com alvo mais longo em 157.000 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o cenário voltou a apresentar sinais positivos. O índice encerrou o pregão acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, reforçando a recuperação observada no curtíssimo prazo.
Para que esse movimento tenha continuidade, acompanho a superação da resistência em 173.455/174.230 pontos. Caso esse rompimento ocorra com aumento do fluxo comprador, os próximos alvos passam a ser 174.895/176.030 pontos, com projeções em 177.160/178.200 pontos.
No cenário de baixa, a perda da faixa de suporte em 171.815/170.535 pontos poderá devolver força aos vendedores. Se isso acontecer, vejo espaço para um movimento em direção aos suportes de 169.665/167.650 pontos, com objetivos mais longos em 166.295/163.570 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (02/07) em alta de 0,35%, aos 175.175 pontos, interrompendo uma sequência de três quedas consecutivas.
Na minha avaliação, o mini-índice voltou a apresentar reação compradora, embora tenha perdido força ao longo da sessão após uma abertura mais forte. Ainda assim, permaneceu acima das médias de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, preservando o viés positivo de curto prazo. Para o pregão de hoje, considero decisiva a manutenção do suporte em 175.100/174.695 pontos, enquanto o rompimento da resistência em 175.420/176.000 pontos poderá abrir espaço para continuidade da recuperação.
No gráfico de 60 minutos, o ativo também segue acima das médias curtas, mantendo o cenário favorável aos compradores, desde que haja entrada de volume.

Os contratos de minidólar (WDOQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (02/07) praticamente estáveis, com leve alta de 0,07%, aos 5.245 pontos.
No gráfico de 15 minutos, o contrato permanece entre as médias móveis, aguardando um rompimento para definir a próxima direção. O primeiro suporte está em 5.237/5.231 pontos, enquanto a primeira resistência aparece em 5.251,5/5.258 pontos, faixa que merece atenção no pregão.
No gráfico de 60 minutos, o cenário segue mais construtivo, com o ativo negociando acima das médias móveis e mantendo potencial para continuidade da recuperação caso consiga romper as resistências mais próximas.

Os contratos futuros de Bitcoin (BITN26), com vencimento em julho, encerraram a última sessão em alta de 1,66%, aos 323.700 pontos, registrando o segundo pregão consecutivo de valorização e reforçando o movimento de recuperação iniciado nas últimas sessões.
Pelo gráfico diário, observo que o ativo continua demonstrando força compradora no curto prazo, ampliando a recuperação após a forte pressão vendedora registrada anteriormente. Apesar dessa melhora, a estrutura principal ainda permanece baixista. Um ponto positivo é que o preço passou a negociar entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, e uma superação consistente dessa região poderá fortalecer o movimento de alta. O IFR (14) em 42,21 permanece em região neutra, indicando melhora gradual do momento, sem sinais de sobrecompra.
Para o próximo movimento, entendo que a perda da região de 303.860/293.100 pontos pode recolocar a pressão vendedora em evidência, abrindo espaço para quedas até 263.780/253.250, com alvo mais longo em 244.235/237.050 pontos.
Por outro lado, a continuidade da recuperação dependerá da superação da faixa de 341.190/355.260 pontos. Acima desse patamar, vejo potencial para avanço até 381.680/399.720, com projeções mais longas em 418.550/444.385 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta sexta-feira (03).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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