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O Grande Debate: Lula com Jaques ou Flávio com Michelle, quem pesa mais?

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
O Grande Debate: Lula com Jaques ou Flávio com Michelle, quem pesa mais?

O empresário Leonardo Bortoletto e o comentarista da CNN José Eduardo Cardozo debateram, na quinta-feira (2), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), sobre a “Lula com Jaques Wagner ou Flávio Bolsonaro com Michelle: Qual relação pesa mais?”

Um levantamento da Atlas/Bloomberg revelou que a maioria dos entrevistados acredita que a exposição da crise entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro enfraquece a candidatura do senador à Presidência.

Em outro recorte, os eleitores avaliaram se a relação do senador Jaques Wagner (PT-BA) com o caso Master prejudica a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição — e a maioria também entende que sim.

De acordo com os dados da pesquisa, 37,8% dos entrevistados afirmam que a crise entre Flávio e Michelle enfraquece muito a candidatura do senador, enquanto 26,3% dizem que enfraquece um pouco. Já 22,4% consideram que o conflito não afeta a candidatura, 7,1% acreditam que fortalece muito e 2,1% que fortalece um pouco. Outros 4,4% não souberam responder.

No recorte sobre Jaques Wagner (PT) e o caso Master, 32,4% consideram que a situação prejudica muito a campanha de Lula, 28,8% dizem que prejudica um pouco e 36,3% entendem que não há prejuízo. Outros 2,4% não souberam responder.

O levantamento ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto sob registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Debate sobre o peso político das crises

O empresário Leonardo Bortoletto destacou que, ao analisar a pesquisa com atenção, um dado específico chama a atenção: “pouco menos de 20% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) cogitam votar em outra pessoa, mesmo que da família Bolsonaro”.

Para ele, isso sinaliza que os movimentos recentes — incluindo a definição de Gilberto Kassab (PSD) como vice na candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) — miram justamente o eleitor ainda indeciso, “aquele que não é nem lulista nem bolsonarista, aquele que está para ser encantado por alguma campanha”.

Bortoletto avaliou que tanto o fogo amigo de Jaques Wagner (PT-BA) quanto o de Michelle Bolsonaro prejudicam as respectivas campanhas e são um sinal do que ainda está por vir, uma vez que os desdobramentos do caso Banco Master ainda não estão totalmente claros.

O comentarista José Eduardo Cardozo defendeu uma análise separada entre os dois casos. Segundo ele, do ponto de vista do dano político potencial, Lula leva vantagem em relação a Flávio Bolsonaro (PL).

“Em primeiro lugar, não é Lula o atingido”, afirmou Cardozo, argumentando que receber um banqueiro em audiência — quando este ainda não estava submetido a nenhuma situação restritiva — é diferente de buscar ativamente recursos financeiros junto a alguém que já usava tornozeleira eletrônica.

“Flávio não recebeu o banqueiro, não. Ele recebeu dinheiro do banqueiro. Ele foi procurar o banqueiro depois que ele já estava com tornozeleira eletrônica”, afirmou.

Caso Master e a acusação de Michelle

Para Cardozo, Lula ainda conta com um argumento político relevante: o de que não impediu investigações da Polícia Federal contra ninguém, inclusive membros do próprio governo. Já o caso envolvendo Michelle Bolsonaro representa um problema adicional e exclusivo para Flávio.

“Michele Bolsonaro acusou frontalmente Flávio Bolsonaro (PL). Uma acusação dura, pesada”, disse Cardozo, acrescentando que não há nenhum elemento equivalente atingindo Lula nesse sentido.

Bortoletto, por sua vez, ponderou que, em um ambiente polarizado, afirmar que nenhum dos candidatos consegue se recuperar seria um exagero. No entanto, destacou que os dois nomes têm rejeições elevadas e que, caso permaneçam como os principais candidatos, “o desempate vai ser pequeno”.

Ele também lembrou que quem está no governo responde pelas pautas do momento — segurança, economia e corrupção —, o que representa um ônus adicional para Lula.

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