Os títulos públicos voltaram ao radar dos investidores no cenário atual da renda fixa brasileira, em meio a mudanças recentes nas taxas e maior atenção à inclinação da curva de juros. Em um ambiente ainda marcado por incertezas, esses papéis seguem como referência para precificação de ativos e base para decisões de alocação.
Com liquidez elevada e risco soberano, os títulos do Tesouro Nacional podem ser peça importante nas carteiras, especialmente neste momento da renda fixa em que diferentes indexadores, como prefixados, pós-fixados e atrelados à inflação, passam a oferecer oportunidades distintas dependendo do horizonte de investimento.
Nesse contexto, o movimento mais recente da política monetária, com o corte de 0,25 ponto percentual na Selic na última quarta-feira (17), reforçou a percepção de que o ciclo de juros entra em uma fase de transição. Para o investidor, isso tende a impactar diretamente a atratividade relativa dos diferentes ativos de renda fixa e reacende o debate sobre investir em títulos públicos em 2026.
Entenda um pouco mais sobre as características desta classe de ativo, assim como seus riscos, tipos, oportunidades e condições oferecidas pelo mercado nesta segunda-feira (22).
Títulos públicos disponíveis na plataforma da XP
LFT – MAR/2031
Renda Fixa
- Rentabilidade anual: LFT* + 0,013%
- Valor mínimo para investir: R$ 19.250,75
- Juros: não tem
- Vencimento: 01/03/2031
- Liquidez: A mercado
- Alíquota do IR sobre rendimento: 15%
NTN-F Principal – JAN/2035
Renda Fixa
- Rentabilidade anual: 13,847%
- Valor mínimo para investir: R$ 332,95
- Juros: não tem
- Vencimento: 01/01/2035
- Liquidez: A mercado
- Alíquota do IR sobre rendimento: 15%
LFT – DEZ/2030
Renda Fixa
- Rentabilidade anual: LFT* + 0,009%
- Valor mínimo para investir: R$ 19.255,23
- Juros: não tem
- Vencimento: 01/12/2030
- Liquidez: A mercado
- Alíquota do IR sobre rendimento: 15%
(*) Selic
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*As ofertas na plataforma da XP são limitadas à capacidade disponível do produto nesta segunda-feira (22)
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Cenário de renda fixa exige seletividade e diversificação, dizem analistas
De acordo com relatórios recentes da XP, o cenário atual da renda fixa no Brasil segue marcado por maior dispersão de prêmios de crédito, o que amplia a necessidade de análise criteriosa na alocação. Os analistas destacam que a curva de títulos públicos, especialmente as NTN-B (Tesouro IPCA+), continua sendo a principal referência para avaliar o retorno adicional oferecido por ativos privados.
Nesse ambiente, a recomendação tem sido priorizar emissores com fundamentos sólidos e spreads compatíveis com o risco assumido. A avaliação parte de uma comparação direta com a remuneração dos títulos públicos ajustados pela tributação, permitindo identificar oportunidades em diferentes setores, prazos e perfis de risco.
Os relatórios também apontam que o mercado passa por um momento de maior diferenciação entre ativos de renda fixa, com prêmios variando de acordo com duration, qualidade de crédito e setor de atuação. Esse cenário reforça a importância de uma estratégia diversificada, equilibrando exposição entre indexadores — como CDI, prefixados e inflação — e diferentes horizontes de investimento.
Por fim, a XP destaca que, em um ambiente de incerteza macroeconômica e transição de juros, a combinação entre diversificação e disciplina na alocação se torna essencial. A estratégia busca mitigar a volatilidade decorrente da marcação a mercado e, ao mesmo tempo, capturar retornos consistentes ao longo do tempo, especialmente para quem avalia se o Tesouro Direto vale a pena no cenário atual.
- Leia também: Onde Investir em Renda Fixa – Junho 2026
- E mais: Relatório Mensal de Alocação | Junho 2026
Tipos de títulos públicos
O mercado secundário de títulos públicos disponibiliza papéis com prazos e rendimentos variados, divididos entre prefixados e pós-fixados. Confira as diferenças:
prefixados: a taxa de juros é fixa e conhecida na hora do investimento. Assim, se você mantiver o papel até o vencimento, terá visibilidade de quanto vai receber de rentabilidade.
Títulos pós-fixados: têm o desempenho atrelado a um indexador que oscila ao longo do tempo. No Tesouro Direto, eles podem ser vinculados à taxa Selic ou ao IPCA (índice oficial de inflação).
Também existem títulos com juros semestrais, que preservam as características dos papéis prefixados ou pós-fixados, mas permitem receber cupons de juros a cada semestre. Dessa forma, em vez de concentrar todos os ganhos somente no vencimento ou resgate, você pode receber parte deles periodicamente, além do valor investido corrigido, somado ao último cupom, na data final.
Conheça alguns títulos públicos disponíveis:
LTN (Letras do Tesouro Nacional) → Tesouro Pré-fixado
Título com taxa de juros determinada no momento da compra (pré-fixada).
Ideal para quem deseja ter mais previsibilidade de quanto irá receber no vencimento.
NTN-F (Notas do Tesouro Nacional – Série F) → Tesouro Pré-fixado com Juros Semestrais
- Oferece pagamentos de cupons (juros) a cada seis meses.
- Interessante para investidores que buscam renda periódica antes do vencimento.
LFT (Letras Financeiras do Tesouro) → Tesouro Selic
- Rentabilidade atrelada à taxa básica de juros (Selic).
- Bom para estratégias de reserva de emergência e menor risco de volatilidade.
NTN-B (Notas do Tesouro Nacional – Série B) → Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais
- Potencial ganho real acima da inflação (IPCA) e pagamento de juros semestrais.
- Ótima opção para preservação de poder de compra ao longo do tempo.
Vantagens dos títulos públicos
Diversificação: o mercado secundário oferece uma ampla gama de títulos, permitindo que os investidores diversifiquem seus portfólios e possam reduzir o risco geral.
Praticidade: a compra e venda acontece de forma online, inclusive pela XP, que oferece um ambiente seguro e fácil de usar.
Opções para cada objetivo: há prazos variados, permitindo escolher o papel mais alinhado às suas metas de curto, médio ou longo prazo.
Riscos dos títulos públicos
Apesar de serem considerados como um dos ativos com menor exposição ao risco, todo investimento envolve cuidados. Veja os principais riscos no Tesouro Direto:
Crédito: relacionado à capacidade de pagamento do governo (não há garantia do FGC).
Mercado: oscilações em índices de preços (IPCA, IGP-M), câmbio e taxas de juros podem afetar o valor do título.
Prazo: quanto menor a duration (prazo médio ponderado), menor tende a ser a volatilidade.
Liquidez: se o título for vendido antes do vencimento, o retorno pode ser diferente (maior ou menor) do que o inicialmente previsto.
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