Líderes de alguns dos países mais poderosos do mundo se reúnem até quarta-feira (17) na margem sul do Lago de Genebra para a cúpula do G7, grupo que reúne Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos.
Mas, afinal, o que é o G7 — e por que ele importa?
Os países que integram o grupo são, tradicionalmente, as democracias de grande porte mais ricas do mundo — aliados próximos e importantes parceiros comerciais que respondem por uma fatia relevante da economia global.
Esses países se reúnem regularmente para discutir temas econômicos e grandes questões de política internacional e, quando chegam a um consenso, podem exercer enorme influência coletiva. Mas muitos líderes europeus já não veem os Estados Unidos como um parceiro automático em temas centrais.
Neste ano, o encontro é sediado pela França, que ocupa atualmente a presidência rotativa do grupo. A cúpula acontece na cidade termal alpina de Évian-les-Bains. Também participam representantes da União Europeia e de países convidados: Brasil, Egito, Índia, Quênia e Coreia do Sul.

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O grupo, cujas origens remontam à crise do petróleo de 1973, surgiu a partir de um encontro informal de ministros das Finanças do Reino Unido, Estados Unidos, França, Japão e da então Alemanha Ocidental — inicialmente conhecido como Big Five —, enquanto buscavam uma saída comum para a crise.
Desde os anos 1970, o grupo e os membros que se somaram depois se reuniram dezenas de vezes para tratar de temas que afetam a economia internacional, a segurança, o comércio, a igualdade e as mudanças climáticas. Em 2015, sua cúpula ajudou a abrir caminho para o Acordo de Paris, firmado mais tarde naquele ano para limitar as emissões globais. Esta é a 52ª reunião do tipo.
Durante algum tempo, o grupo teve oito integrantes — lembra do G8? —, mas a Rússia, sempre vista como um membro um tanto fora do padrão, foi expulsa em 2014, em meio à condenação internacional pela anexação da Crimeia pelo presidente Vladimir Putin. No ano passado, o presidente Donald Trump voltou a defender a reintegração da Rússia.
Na cúpula deste ano, as guerras no Irã e na Ucrânia devem dominar a agenda, enquanto aliados dos Estados Unidos observam se Trump estará disposto a cooperar, após encontros tensos em 2025 e em 2018.
Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo preliminar para reabrir o Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa grande parte do petróleo e do gás natural transportados no mundo, e para continuar as negociações. Ainda assim, o conflito entre os dois países seguia com potencial para dominar a cúpula. A reabertura do estreito seria um grande alívio para os europeus, cujas economias vêm sendo pressionadas pela interrupção dos embarques de petróleo e gás. Países europeus prometeram enviar navios para ajudar a proteger a hidrovia, caso fique claro que o cessar-fogo vai se manter.
Líderes europeus também esperam reacender o interesse de Trump em negociar com a Rússia um acordo de paz para a Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, estará presente na cúpula, e ele e Trump participarão de uma sessão de trabalho na terça-feira.
Este artigo foi publicado originalmente no The New York Times.
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