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Maioria do Fed vê elevação nos juros nos EUA se inflação seguir alta, diz ata

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Maioria do Fed vê elevação nos juros nos EUA se inflação seguir alta, diz ata

 A ata da reunião de 28 e 29 de abril do Federal Open Market Comittee (FOMC) do Federal Reserve mostrou que as autoridades do banco seguem preocupadas com a inflação alimentada pela guerra no Irã e a repercussão na política monetária dos EUA.

O documento mostrou que um número crescente de dirigentes afirmava que o banco central deveria preparar o terreno para uma possível alta de juros, um sinal de que o futuro presidente Kevin Warsh herdará um time de banqueiros centrais cada vez mais hawkish (inclinado ao aperto).

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Além disso, a maioria dos formuladores de política do Fed afirmou que algum aperto adicional pode ser necessário se a inflação continuar rodando persistentemente acima da meta de 2% do banco central.

“Para lidar com essa possibilidade, muitos participantes indicaram que teriam preferido retirar do comunicado pós-reunião a linguagem que sugeria um viés de afrouxamento quanto à provável direção das futuras decisões de juros do Comitê”, diz a ata da reunião.

O relato da reunião de política monetária mais dividida do Fed em uma geração trouxe detalhes importantes sobre mudanças em dois blocos de autoridades que aguardam Warsh – um grupo crescente, cauteloso em relação à inflação decorrente da guerra no Irã e contrário a qualquer discussão sobre futuros cortes de juros, e outro, em diminuição, que ainda tende a defender a redução dos custos de empréstimo.

O principal motivo da guinada adicional para o lado hawkish entre os dirigentes foi – novamente – a pressão inflacionária agravada pela guerra liderada por EUA e Israel contra o Irã. O conflito, que já dura quase três meses, impulsionou os preços de energia e alimentou pressões de custos em uma gama cada vez mais ampla de bens e serviços.

A ata mostrou que a reunião de abril – a última presidida por Jerome Powell – foi a segunda consecutiva em que mais dirigentes passaram a considerar que uma alta de juros poderia ser apropriada se a inflação permanecesse acima da meta, na comparação com o encontro imediatamente anterior.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), órgão do Fed responsável pela definição dos juros, manteve em abril a taxa básica no intervalo entre 3,50% e 3,75%, mas quatro dirigentes divergiram – o maior número desde 1992.

Além disso, as dissidências foram mistas. Um deles – o diretor Stephen Miran, outro indicado por Trump, que deixará o Fed na sexta-feira para abrir vaga para Warsh – votou novamente por um corte de juros. Outros três, por sua vez, divergiram em relação à manutenção, no comunicado, de uma linguagem que sugere que o Fed ainda pode reduzir as taxas.

Esses três – e outros, nas semanas seguintes à reunião – apontam para uma inflação que está bem acima da meta de 2% do Fed e que provavelmente se afastará ainda mais dela no curto prazo, dada a ampliação das pressões de preços agravadas pela guerra liderada por EUA e Israel contra o Irã. O conflito fez o preço do petróleo subir mais de 50%, e os dados mais recentes de inflação ao consumidor e ao produtor mostram que as pressões de preços começaram a se espalhar para além do setor de energia.

Eles também destacam que a taxa de desemprego está estável e que dois meses de criação de vagas acima do esperado indicam que o mercado de trabalho continua resiliente, e não precisa de juros mais baixos para ser sustentado.

(com Reuters e CNBC)

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