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Sobe para 51 o número de pessoas presas em operação na Bahia

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Sobe para 51 o número de pessoas presas em operação na Bahia

Subiu para 51 o número de pessoas presas por suspeita de estupro de vulnerável, durante uma operação da Polícia Civil na Bahia (PC-BA). As prisões ocorreram entre segunda (24) e quinta-feira (27), em Salvador (BA) e outras 10 cidades do interior.



					Sobe para 51 o número de pessoas presas em operação na Bahia
Foto: Polícia Civil

Entre os presos, estão um policial militar da reserva e dois jornalistas. Os três investigados foram presos na capital baiana na quinta-feira.

A Operação Estrela do Amanhã é uma ação permanente realizada em ciclos e coordenada pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV). Os presos são suspeitos de abusar sexualmente de crianças e adolescentes e/ou armazenar imagens de abusos.

Ao todo, 27 foram prisões preventivas, duas temporárias e dez decorrentes de condenações. Outras 12 pessoas foram presas em flagrante. Quase 40 inquéritos policiais foram instaurados e 11 dispositivos eletrônicos e quatro armas foram apreendidos.

PM e jornalistas estão entre os detidos

Um dos detidos na quinta-feira é um policial da reserva identificado como Genaldo Santos de Oliveira, suspeito de cometer abusos contra cinco vítimas.

Os jornalistas presos foram identificados como Lucas Vinícius Santos da Conceição e Marcos Paulo Silva Acácio. Segundo apurações, Lucas Vinícius trabalhava na assessoria de comunicação de uma ONG ligada a crianças e adolescentes.

Outros presos na quinta-feira foram identificados como Ricardo Paixão Melquíades, Lucas Alves Rocha, Danilo Souza Lima e Jeferson Dias Santos. As profissões desses suspeitos e os detalhes sobre as investigações não foram divulgadas.

Segundo a polícia, as prisões aconteceram em Salvador, Lauro de Freitas, Itagi, Seabra, Paulo Afonso, Ibipitanga, Muniz Ferreira, Vitória da Conquista, Poções, Esplanada e Conceição do Coité.

Mandado de busca e afastamento hospitalar

Além das prisões, o urologista Samuel Juncal teve mandado de busca e apreensão cumprido no apartamento onde vive, na Ladeira da Barra, área nobre da cidade. Não foram divulgados mais detalhes sobre as investigações acerca do médico, mas ele nega "qualquer vinculação a condutas ilícitas".

Diante da operação policial, o médico foi afastado das atividades no Hospital Aliança Star, na capital.



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Foto: Polícia Civil

Confira o que dizem a defesa do médico e do hospital:

O que diz a defesa do médico

"A assessoria de comunicação e a defesa técnica do médico Samuel Juncal vêm a público esclarecer que as notícias veiculadas nesta quinta-feira (27) decorrem de uma acusação infundada e caluniosa, repudiando com veemência qualquer vinculação a condutas ilícitas.

O profissional reafirma categoricamente a sua total inocência, o que será comprovado no decorrer da investigação.

Desde o início da investigação, o médico vem mantendo uma postura de colaboração irrestrita e transparente com as autoridades e com o Poder Judiciário para que a verdade seja restabelecida com a máxima celeridade.

Ressalta-se que o procedimento tramita sob estrito segredo de justiça para resguardar a intimidade e a integridade de menores, de modo que a espetacularização e o vazamento de informações afrontam diretamente as garantias legais previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A defesa ressalta, ainda, que a medida de busca e apreensão realizada nesta manhã revelou-se totalmente desnecessária e desproporcional, visto que o médico sempre colaborou com os órgãos investigativos, tendo se colocado expressamente à disposição das autoridades policiais. Nesse sentido, nos dias 12, 17 e 20 de agosto, foram indicadas à Delegacia de Polícia testemunhas que podem atestar a sua inocência, além de terem sido preservadas as mensagens de celular do médico e de sua família, conteúdo que provará a falsidade da acusação que desencadeou a descabida operação policial."

Nota de posicionamento do hospital onde ele trabalhava:

"O Hospital Aliança informa que, após tomar conhecimento das acusações ao Dr. Samuel Juncal por meio da imprensa, decidiu pelo afastamento preventivo do médico, enquanto são realizadas as devidas apurações."