O Campeonato Baiano é monopolizado por Bahia e Vitória há décadas, mas nem sempre foi assim. Times tradicionais, como Galícia, Ypiranga, Leônico e Botafogo construíram a história nos primeiros anos do segundo estadual mais antigo do país, assim como Bahia de Feira e Colo Colo fizeram uma "graça" já neste século XXI. Mas como eles estão hoje?
Juntos, esses seis times possuem 25 títulos baianos, conquistados entre 1917 e 2011. Em um meio de poucos investimentos como é o futebol baiano, todos eles passaram ou passam por dificuldades financeiras, e a ameaça de cair de vez no ostracismo é constante.
O Ypiranga, por exemplo, terceiro maior campeão baiano, retornou às competições oficiais em 2025 após nove anos fora do futebol profissional, e agora é comandado pela Squadra Sports, do ex-presidente do Bahia, Guilherme Bellintani. Outras equipes, como o Botafogo-BA, vivem fora do profissionalismo atualmente.
A maior exceção a essa regra é o Bahia de Feira, que construiu a Arena Cajueiro, o estádio próprio com gramado sintético e um complexo que inclui estrutura para divisão de base e equipe profissional. O estádio chega a contar com certificado de excelência pela FIFA, segundo consta no site oficial do Tremendão. No entanto, o time foi rebaixado neste ano e vai disputar a segunda divisão do Campeonato Baiano em 2027.
Lembra de todos esses times? Veja como eles estão atualmente:
Galícia
Pentacampeão baiano, o "Demolidor de Campeões" disputou a elite do futebol baiano em 2026. O Granadeiro volta à primeira divisão estadual após nove anos, quando terminou rebaixado com uma campanha de um empate e nove derrotas, após quatro anos consecutivos na elite. O time acumulou outras duas péssimas campanhas na segunda divisão e, com a pandemia, ficou fora da competição por dois anos. Em 2025, conseguiu o acesso após uma longa disputa de pênaltis nas semifinais contra o Itabuna, que terminou 9 a 8 para o time de Salvador.
Ypiranga
É o terceiro maior campeão estadual da Bahia, atrás apenas da dupla BaVi, com dez títulos. Apesar da tradição, vive um momento de baixa em sua história. Na década de 2010, o atual presidente do Bahia, Emerson Ferretti, assumiu o comando da equipe e reestruturou o clube. Ficou três vezes no "quase" para subir à elite e se afastou do futebol profissional em 2017, alegando problemas com um parceiro. Em 2025, voltou a disputar competições oficiais sob o controle da Squadra Sports, empresa gerida por Guilherme Bellintani.
Bahia de Feira
Um dos clubes de maior investimento no interior do estado, o Bahia de Feira foi campeão baiano em 2011, contra o Vitória, no Barradão, e chegou até a tentar uma parceria com o rubro-negro dois anos depois, em que mudaria nome e cores, mas foi barrado pela CBF. De lá para cá, construiu a moderna Arena Cajueiro, com um complexo com estrutura para as equipes profissional e de base. Após a queda para a Série B em 2024, foi campeão da Segundona este ano, voltou à elite do futebol baiano, e acabou rebaixado mais uma vez.
Colo Colo
Campeão baiano em 2006, o tigre de Ilhéus foi o único da lista a participar do Baianão 2025. No entanto, a fraca campanha levou ao rebaixamento da equipe, e um jogo cancelado pela Federação Baiana de Futebol, na última rodada, após pedido do próprio clube e do adversário Jacobina, também rebaixado. Chegou a disputar Série D e Copa do Brasil e, em 2024, acumulou seu terceiro rebaixamento estadual desde o título de 2006.
Leônico
Fundado em Salvador, mas sediado atualmente em Simões Filho, o Leônico chegou a participar do Brasileirão de 1985 antes de ter uma grande queda de desempenho, que o faz estar longe da elite estadual desde 1992. A equipe chegou a entrar em uma polêmica em 2007, após 15 anos de inatividade, quando foi goleado por 10 a 0 pelo Guanambi, em jogo posteriormente anulado pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Bahia, por suspeita que o time do interior pagou as hospedagens do adversário.
Botafogo-BA
Um dos grandes do futebol baiano antes de Bahia e Vitória, foi fundado em Salvador em 1914 e chegou até a representar o estado no Campeonato Brasileiro de Seleções. No entanto, ganhou o último título baiano em 1938 e, nas últimas décadas, luta pela sobrevivência. Passou 21 anos com o departamento de futebol fechado, entre 1990 e 2011, e conseguiu disputar a elite estadual em 2013 e 2014. Desde 2021, se tornou o Botafogo Bonfinense, sediado na cidade de Senhor do Bonfim, e vive no futebol semi profissional.

