Pelo menos 31 pessoas morreram após a Rússia lançar nove bombas contra um prédio escolar no sudeste da Ucrânia, onde civis haviam buscado abrigo.
Outras 48 pessoas estão desaparecidas após o ataque ao prédio em Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia. O local era utilizado como abrigo e centro de distribuição de ajuda humanitária, segundo o governador regional, Mykhailo Semikin.
As pessoas estavam em um porão reforçado, construído recentemente com financiamento da União Europeia e projetado para resistir à maioria dos ataques, afirmou Semikin. No entanto, a força das bombas provocou o desabamento da estrutura de concreto e o início de um incêndio.
Mídias sociais via X e Serviços Estatais de Emergência da Ucrânia
O abrigo foi construído no ano passado, em uma tentativa de manter as aulas durante a guerra. Com a aproximação dos combates à aldeia, porém, muitos civis deixaram o local, que atualmente não é utilizado como escola. Em vez disso, as autoridades locais passaram a usá-lo como centro administrativo e polo de ajuda humanitária.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, descreveu o ataque como “absolutamente horrível”.
Sequência de ataques
Pelo menos 33 pessoas morreram no mês passado quando a Rússia atingiu dois ônibus civis em Kramatorsk, na região de Donetsk.
Em agosto, 38 pessoas morreram quando um ataque de drone russo a um depósito de munições perto da capital provocou um grande incêndio e múltiplas explosões que duraram horas em uma área residencial próxima a Kiev. E um ataque maciço de mísseis russos contra Kiev, em julho, matou 33 pessoas em toda a cidade em um bombardeio coordenado.
O ataque contra Komyshuvakha na segunda-feira seguiu um cenário já conhecido, no qual as forças russas lançam a primeira onda de ataques, aguardam a chegada dos serviços de emergência e, em seguida, atacam novamente.
Pelo menos dois socorristas, identificados localmente como Denys Konovalenko e Oleksiy Sushchevsky, ambos de 44 anos, foram mortos após correrem para o local do primeiro ataque.
A polícia ucraniana informou que pelo menos quatro de seus agentes também foram mortos no ataque. Eles foram identificados como Mykhailo Buzhenko e Mykola Balanda, ambos com mais de duas décadas de serviço policial, e Mykhailo Romanov e Dmytro Besedin, ambos policiais comunitários há mais de uma década.
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