O Brasil registrou 665 casos de Mpox em 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Segundo a pasta, o número é 94% menor que o contabilizado em 2022, quando o país enfrentou um surto da doença e notificou 10.821 casos.
Diante do cenário, o Ministério da Saúde informou que mantém vigilância ativa da doença em parceria com estados e municípios. De acordo com o órgão, o SUS (Sistema Único de Saúde) está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar os pacientes.
Além disso, o ministério também vai reforçar os estoques de vacinas no Rio de Janeiro, com o objetivo de contribuir para o controle dos casos atuais e preparar a rede de saúde para o fim do ano, período de maior circulação de pessoas.
Neste momento, a vacinação continuará direcionada aos grupos prioritários recomendados pelas autoridades de saúde
Rio registra 74 casos de Mpox em apenas dois meses
Somente a cidade do Rio de Janeiro registrou 74 casos de Mpox nos últimos dois meses, número sete vezes maior do que o contabilizado no mesmo período de 2025.
Dados do Observatório Epidemiológico do município mostram que setembro concentrou o maior número de infecções. Ao todo, foram confirmados 45 casos no mês.
Em outubro, foram contabilizadas outras 29 infecções. Somados, os dois meses registraram 74 casos, enquanto, em 2025, foram dez ocorrências no mesmo período.
O que é Mpox?
A Mpox é uma doença viral causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais e secreções respiratórias durante contato próximo e prolongado. O contato sexual também pode favorecer a transmissão.
Entre os principais sintomas estão febre, mal-estar, dores no corpo, aumento dos gânglios linfáticos e lesões cutâneas. Essas manifestações evoluem ao longo de diferentes estágios, até a formação de crostas.
A letalidade da Mpox varia de acordo com a variante do vírus. O clado 1 é considerado mais transmissível e grave do que o clado 2, responsável pelo surto em 2022.
Além disso, em setembro de 2023, foi identificada uma subvariante na República Democrática do Congo, a clado 1B, que é ainda mais transmissível e mais agressiva.
Mpox pode matar? Saiba riscos e taxa de mortalidade da doença
Há cura para a doença?
Sim. No entanto, nenhum medicamento para Mpox foi aprovado pela OMS. Existe um tratamento que oferece suporte clínico para minimizar sintomas, prevenir e tratar complicações, além de evitar sequelas.
A Organização Pan-Americana da Saúde afirma que os sintomas dos casos leves a moderados da doença geralmente desaparecem por conta própria, sem a necessidade de intervenção médica.
As lesões na pele provocadas pela Mpox devem secar por conta própria ou com a ajuda de um curativo úmido, que as proteja. Além disso, os infectados não devem usar produtos como enxaguantes bucais e colírios que contenham cortisona.
É importante ressaltar que evitar o contato direto com indivíduos que apresentam suspeita ou confirmação da doença, assim como lavar as mãos frequentemente com água e sabão, são as principais medidas de prevenção.
Os indivíduos infectados devem seguir o isolamento social, evitando compartilhar itens pessoais como toalhas, escovas, lençóis e roupas.

