Reeleito em primeiro turno com o apoio de dez partidos, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), iniciou as articulações para reorganizar o secretariado e acomodar as siglas que integraram sua coligação eleitoral.
As conversas envolvem representantes de diferentes legendas e devem resultar em mudanças em algumas áreas do governo estadual.
O responsável pela articulação política do Palácio dos Bandeirantes, Roberto Carneiro (Republicanos), retomou as atividades à frente da Secretaria de Governo e Relações Institucionais após se licenciar para coordenar a campanha de reeleição de Tarcísio.
Desde o retorno, Carneiro voltou a conversar com representantes dos partidos aliados para discutir a composição da próxima gestão.
A reformulação também deve alcançar pelo menos três secretarias e vai acomodar partidos aliados. As alterações envolvem as pastas de Turismo e Viagens, Esportes e Políticas para a Mulher. A chefia da pasta da Saúde também vai mudar, segundo fontes.
A ordem do governador, segundo aliados, é manter o perfil técnico do secretariado e de outras nomeações, mesmo vindas de indicações de partidos políticos.
Uma das movimentações envolve a federação União-PP. Segundo fontes no Palácio dos Bandeirantes, Carneiro deve ter reunião com lideranças das duas siglas, que integram a base política do governador.
A expectativa é que as conversas avancem nas próximas semanas, com a definição dos espaços que poderão ser ocupados pelos aliados na estrutura estadual.
O PSD (Partido Social Democrático) também está no centro das discussões. No entanto, não conquistando espaço, mas perdendo. A legenda de Gilberto Kassab ocupou posições importantes no primeiro mandato. O governador já descartou a possibilidade de Kassab integrar pessoalmente o novo secretariado em entrevista ao Estadão.
O partido vive um processo de afastamento político do grupo de Tarcísio desde o início do ano, quando o dirigente deixou o governo paulista para se dedicar à articulação nacional do partido e à pré-campanha presidencial de Ronaldo Caiado.
A relação se desgastou, segundo fontes, e Kassab pediu exoneração do cargo antes mesmo de uma conversa com o governador.
Ricardo Salles (Novo), que desistiu de disputar uma das vagas ao Senado por São Paulo após um acordo político com Tarcísio, também é cotado para integrar o segundo mandato do governador. Segundo interlocutores ouvidos pela CNN Brasil, o ex-ministro do Meio Ambiente pode receber um cargo de alto escalão na próxima gestão.
Além de preservar quadros técnicos considerados importantes pelo governador, a montagem da equipe deverá levar em conta o peso dos partidos que participaram da coligação responsável pela reeleição.

