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Acidente com Porsche em SP: “Justiça foi feita”, diz filho de vítima

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Acidente com Porsche em SP: “Justiça foi feita”, diz filho de vítima

“A justiça foi feita”. Essa foi a declaração de Lucas Morais, filho de Ornaldo da Silva Viana, sobre a condenação de Fernando Sastre a mais de 17 anos de prisão na madrugada desta sexta-feira (30). Ornaldo morreu após ter o carro atingido por Sastre, que conduzia uma Porsche, em 2024, na zona Leste de São Paulo.

Na saída do julgamento, o filho da vítima destacou a batalha dos familiares desde os primeiros momentos das investigações para que o caso tivesse um desfecho na Justiça.

A gente desde o começo trabalhou muito, corremos muito atrás disso. E assim, o sentimento é que a justiça foi feita.

Lucas Morais, filho de Ornaldo da Silva Viana

Condenação de Sastre

Fernando Sastre foi condenado a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão em regime inicial fechado. O julgamento ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista.

O empresário foi condenado por homicídio qualificado, na modalidade de dolo eventual, quando o autor assume o risco de provocar a morte, e por lesão corporal contra Marcus Vinícius Machado Rocha, amigo de Sastre que estava no Porsche no momento da colisão.

Além da pena de prisão, a Justiça determinou a inabilitação de Fernando Sastre para dirigir veículos automotores.

O acidente ocorreu na madrugada de 31 de março de 2024, na avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, zona leste de São Paulo.

Fernando Sastre dirigia um Porsche 911 a aproximadamente 156 km/h, em um trecho onde a velocidade máxima permitida era de 50 km/h. Ele atingiu a traseira do Renault Sandero conduzido por Ornaldo, de 52 anos, que não resistiu aos ferimentos causados pelo acidente.

O empresário estava preso preventivamente desde 2024 e aguardava o julgamento pelo Tribunal do Júri.

Confissão inédita

O julgamento de Sastre começou na quarta-feira (28) e foi marcado por depoimentos de testemunhas, familiares das vítimas e pela confissão inédita do empresário de que havia consumido bebida alcoólica antes do acidente.

Durante o interrogatório, realizado na quinta-feira (29), o homem admitiu, pela primeira vez desde a colisão, que ingeriu álcool naquela noite. Até então, o empresário negava ter bebido antes de assumir a direção do Porsche.

O réu também chorou durante o depoimento, pediu perdão aos familiares das vítimas e afirmou estar arrependido do que aconteceu.

Outro depoimento importante foi o de Marcus Vinícius Machado Rocha, melhor amigo de Sastre na época do acidente. Ele estava no banco do passageiro do Porsche e ficou gravemente ferido na colisão.

Durante o júri, Marcus confirmou que o empresário havia consumido bebidas alcoólicas antes de dirigir e relatou que amigos tentaram convencê-lo a não assumir o volante. Ele também afirmou ter sofrido pressão de pessoas próximas para mudar sua versão sobre os acontecimentos.

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