Uma van cinza com placa brasileira entrou na noite desta terça-feira (28) no aeroporto de Puerto Iguazú.
Em meio à polêmica sobre a fuga de Flávio Bolsonaro, uma van cinza com placa brasileira entrou na noite desta terça-feira no aeroporto de Puerto Iguazú e levou um grupo de pessoas até a pista do aeroporto local.
Segundo apurou o TN, que está no local, o veículo foi escoltado por uma viatura da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA), em meio a uma forte operação de segurança.
A movimentação ocorreu em meio a relatos de que Flávio Bolsonaro teria embarcado em um avião particular com destino aos Estados Unidos. Até o momento, porém, a informação não foi comunicada oficialmente. Também não há confirmação de que as pessoas transportadas na van tenham ligação com o político brasileiro.
Dentro do veículo da marca Fiat, que circulava em alta velocidade, havia pelo menos uma pessoa usando boné e sentada nos bancos traseiros. A van registrada na região tinha um adesivo com a inscrição “Iguaçu Dallas Travel LTDA.” e vidros escurecidos.
Após vários minutos de incerteza, um avião do modelo Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW e pertencente à empresa Baires Fly, decolou do aeroporto de Puerto Iguazú nesta quarta-feira, às 0h21. De acordo com o rastreamento publicado pelo FlightRadar24, a aeronave sobrevoou o território paraguaio após partir da província de Misiones.
No entanto, o governo nacional negou que Flávio Bolsonaro tenha entrado na Argentina. A Direção Nacional de Migrações informou que não possui registros de entrada do senador e afirmou que foram realizadas verificações na aeronave e em sua tripulação. Segundo o órgão, a documentação da empresa estava regular e não foi apresentado nenhum plano de voo que incluísse integrantes da família Bolsonaro.
Na Casa Rosada, sede do governo argentino, as autoridades buscam evitar uma nova escalada diplomática com o Brasil e descartam fazer novas declarações sobre o caso. Além disso, integrantes do Executivo afirmam que não houve colaboração do governo argentino na suposta saída do político brasileiro e que também não receberam um pedido de asilo político.
A polêmica começou depois que Bolsonaro deixou o país, apesar de a Justiça brasileira ter proibido sua saída do território nacional e determinado a entrega de seus passaportes no âmbito de uma investigação judicial.

