A Klabin registrou lucro líquido de R$ 393 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 18% em relação ao mesmo período do ano passado.
No acumulado de janeiro a setembro, o lucro somou R$ 283 milhões, recuo de 81% em relação aos R$ 1,51 bilhão registrados nos nove primeiros meses de 2025.
O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), caiu 12% na comparação anual, para R$ 1,85 bilhão no terceiro trimestre. No acumulado do ano, o indicador recuou 9%, para R$ 5,48 bilhões.
A receita líquida da companhia de papel e celulose cresceu 3% no trimestre, para R$ 5,5 bilhões, enquanto o volume total de vendas permaneceu estável, em 1,06 milhão de toneladas. Entre janeiro e setembro, a receita avançou 1%, para R$ 15,6 bilhões, e o volume comercializado aumentou 4%, para 3,1 milhões de toneladas.
Segundo a companhia, o desempenho do trimestre foi influenciado pela valorização do real frente ao dólar, pela pressão inflacionária sobre os custos de insumos e fretes em meio aos conflitos geopolíticos e pelas medidas preventivas adotadas para mitigar os efeitos do El Niño.
O custo caixa total por tonelada, incluindo os efeitos das paradas gerais de manutenção, aumentou 12% em relação ao terceiro trimestre de 2025, para R$ 3.483. Desse total, a empresa atribuiu R$ 111 por tonelada às iniciativas de prevenção contra o El Niño e R$ 66 por tonelada à pressão sobre insumos e fretes decorrente dos conflitos geopolíticos.
A Klabin informou que medidas de eficiência operacional e gestão de custos variáveis reduziram as despesas em R$ 13 milhões no período. A companhia também afirmou ter iniciado, no segundo trimestre, ações preventivas diante da expectativa de um dos episódios de El Niño mais severos das últimas décadas.
Desempenho por segmento
As vendas de celulose cresceram 1% no terceiro trimestre, para 403 mil toneladas. No acumulado do ano, o volume avançou 4%, para 1,19 milhão de toneladas. De acordo com a empresa, a diversificação entre fibras curta, longa e fluff e a gestão do mix de vendas contribuíram para preservar a rentabilidade do segmento.
No negócio de papéis, o volume comercializado somou 379 mil toneladas, praticamente estável na comparação anual. O crescimento das vendas de cartões, de 20 mil toneladas, compensou os efeitos da parada programada para manutenção da unidade de Otacílio Costa sobre as vendas de kraftliner, segundo a Klabin.
No acumulado de janeiro a setembro, as vendas de papéis cresceram 6%. Já no segmento de embalagens, o volume comercializado caiu 3% no trimestre, para 283 mil toneladas, mas permaneceu estável no acumulado do ano. A companhia informou que manteve a receita do segmento estável no período, com repasses de preços e volume contratado.
A participação do mercado interno na receita líquida foi de 65% no terceiro trimestre, um ponto percentual abaixo do registrado um ano antes. No acumulado do ano, a fatia também foi de 65%, dois pontos percentuais acima da registrada nos nove primeiros meses de 2025.
O mercado doméstico respondeu por 53% das vendas no trimestre, recuo de um ponto percentual na comparação anual, e pela mesma proporção no acumulado do ano, avanço de um ponto percentual.
Ao fim de setembro, a alavancagem da Klabin, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado em dólares, ficou em 3,3 vezes, praticamente estável em relação ao segundo trimestre.

