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Governo estima R$ 160 bi para portos, aeroportos e hidrovias até 2030

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Governo estima R$ 160 bi para portos, aeroportos e hidrovias até 2030

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, divulgou uma nova carteira de projetos e investimentos do MPor (Ministério de Portos e Aeroportos) para os próximos quatro anos, com investimentos de cerca de R$ 160 bilhões. A apresentação aconteceu durante o encerramento do Fórum Nacional Brasil Export 2026.

Segundo o ministério, a nova carteira tem a finalidade de dar continuidade aos investimentos feitos nos últimos anos. “São investimentos para ampliar a capacidade dos nossos portos, fortalecer a aviação regional e melhorar o transporte pelas hidrovias, com planejamento para os próximos anos”, afirma Franca.

Como noticiado anteriormente pela CNN, na reta final do mandato deste governo a pasta concentrou esforços para consolidar projetos já estruturados.

Obras hidroviárias

Estão previstos investimentos de R$ 7,6 bilhões em obras hidroviárias e de navegação nos próximos quatro anos para melhorar as condições de navegação e a infraestrutura, ampliar o transporte de cargas e fortalecer a integração logística.

Estão previstos R$ 964 milhões para a ampliação do terminal hidroviário de Manaus, o Manaus Moderna, que prevê a melhoria da infraestrutura de embarque e desembarque e das condições de atendimento à população.

Outra parte dos investimentos está destinada a dragagens de manutenção, ao derrocamento do Pedral do Lourenço, à construção, recuperação e manutenção de IP4 (Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte), à modernização de eclusas e à implantação de sistemas de sinalização e monitoramento hidroviário.

Em relação às concessões, estão em estruturação projetos para as hidrovias dos rios São Francisco, Paraguai, Madeira e Tocantins, além da Hidrovia Verde e da Lagoa Mirim.

O maior valor apresentado pelo MPor é a previsão de R$ 95 bilhões em financiamentos priorizados pelo FMM (Fundo da Marinha Mercante) para os próximos anos.

Serão R$ 60 bilhões para projetos navais e R$ 35 bilhões para a infraestrutura portuária. Segundo o governo, esse planejamento inclui medidas para fortalecer o financiamento do setor, como um projeto de lei de modernização do fundo e a criação de um fundo garantidor.

Portos

Para os portos, o ministério prevê 34 leilões, com investimentos estimados em R$ 20,6 bilhões.

Entre os projetos estão o Tecon Santos 10, no Porto de Santos (SP), com R$ 6,45 bilhões; o SSB01, no Porto de São Sebastião (SP), com R$ 3,84 bilhões; o ITJ01, no Porto de Itajaí (SC), com R$ 2,66 bilhões; o VDC10, no Porto de Vila do Conde (PA), com R$ 1,93 bilhão; e o IQI15, no Porto do Itaqui (MA), com R$ 1,22 bilhão.

Também estão previstas 70 autorizações portuárias, incluindo TUPs (Terminais de Uso Privado), ETCs (Estações de Transbordo de Carga) e IPTur (Instalações Portuárias de Turismo), com investimentos estimados em R$ 33,1 bilhões.

A região Sudeste acumula R$ 14,64 bilhões desse montante; o Sul conta com R$ 7,33 bilhões, seguido pelo Norte, com R$ 6,78 bilhões, e pelo Nordeste, com R$ 4,3 bilhões.

Na carteira de investimentos públicos, são 18 obras portuárias previstas, com R$ 2,15 bilhões em investimentos e intervenções para a modernização das defensas dos portos do Recife (PE) e de Natal (RN), a conclusão do Moegão, no Porto de Paranaguá (PR), e a revitalização das vias de acesso terrestre ao Porto de Santana (AP).

Aviação

A aviação civil brasileira recebeu um planejamento que contempla a ampliação da infraestrutura regional e investimentos em aeroportos já concedidos à iniciativa privada.

A carteira conta com dez aeroportos incluídos na repactuação do contrato de concessão do Aeroporto de Brasília, com previsão de R$ 857,8 milhões em investimentos.

Também se destaca a repactuação do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, com R$ 1,5 bilhão previsto em investimentos e integração dos aeroportos regionais.

A pasta ainda prevê obras, estudos e projetos em 59 aeroportos regionais, somando cerca de R$ 2 bilhões.

Dentro desse planejamento, também está sendo considerada a ampliação dos investimentos em atividades econômicas em sítios aeroportuários, como centros logísticos, hotéis, escolas, hospitais e empreendimentos comerciais, que totalizam R$ 6,07 bilhões em investimentos aprovados.

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