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Café recua 3,86% em Nova York com pressão da oferta brasileira

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Café recua 3,86% em Nova York com pressão da oferta brasileira

O preço futuro do café arábica para entrega em dezembro teve queda de 3,86% na Bolsa de Nova York e encerrou a sessão desta quarta-feira (07) cotado a US$ 2,92 por libra-peso.

Durante as negociações, os preços chegaram a registrar máximas mais expressivas, com o arábica atingindo o maior nível em três semanas e meia. O Barchart destacou que o movimento ocorreu em meio à valorização do real frente ao dólar, que alcançou na terça-feira a maior cotação em quatro meses e três semanas.

O mercado também acompanhou os sinais de aumento da oferta brasileira. Segundo dados citados pela Barchart, as exportações de café do Brasil somaram 236 mil toneladas em setembro, alta superior a 20% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Cacau

O aumento dos estoques e os sinais de enfraquecimento da demanda ampliaram a pressão sobre as cotações do cacau nesta quarta-feira. O contrato para entrega em dezembro recuou 2,07% e encerrou a sessão negociado a US$ 5.582 por tonelada.

Segundo a Barchart, foi o segundo pregão consecutivo de forte queda para o cacau, em um movimento associado principalmente ao crescimento dos estoques monitorados pela ICE. As reservas alcançaram 3.549.555 sacas, o maior volume em dois anos e três meses.

A perspectiva de uma demanda mais fraca também contribuiu para o movimento negativo. Na segunda-feira, a Cargill, segunda maior processadora de cacau do mundo, informou prejuízos de marcação a mercado relacionados ao cacau no trimestre encerrado em 31 de agosto. O resultado sugere dificuldades da empresa em repassar aos clientes os custos mais elevados da matéria-prima, sinalizando menor espaço para absorção de preços elevados pelo mercado.

Açúcar

As cotações do açúcar tiveram um pregão de pouca oscilação nesta quarta-feira, com o mercado dividido entre as preocupações com a oferta brasileira e a pressão provocada pelo fortalecimento do dólar. Em Nova York, o contrato para março subiu 0,05% e terminou o dia a 20,83 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, as chuvas persistentes no Centro-Sul do Brasil continuam dificultando a colheita da cana-de-açúcar e interrompendo a moagem nas usinas, o que limita a oferta disponível e deu suporte às cotações. Durante o pregão, o açúcar em Nova York chegou ao maior nível em 19 meses, enquanto o contrato negociado em Londres atingiu a maior cotação em 22 meses.

O avanço, porém, perdeu força ao longo da sessão. A valorização do dólar aumentou a pressão para a liquidação de posições compradas nos contratos futuros, levando o mercado a reduzir parte dos ganhos registrados no início do dia.

Algodão

O algodão para entrega em dezembro encerrou a sessão na Bolsa de Nova York com queda de 1,45%, cotado a 80,03 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, os contratos futuros operavam em baixa nesta sessão, em um cenário de pressão também nos mercados de petróleo e câmbio. O petróleo bruto recuava 63 centavos de dólar por barril, enquanto o índice do dólar americano avançava US$ 0,485, movimento que tende a pesar sobre as commodities negociadas em dólar.

Suco de Laranja

O suco de laranja para novembro encerrou a sessão na Bolsa de Nova York em queda de 2,50%, cotado a US$ 1,46 por libra-peso.

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