A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) arrecadou R$ 3 bilhões em bônus e prevê R$ 1,58 bilhão em investimentos no 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, realizado nesta quarta-feira (7). Ao todo, 49 blocos exploratórios para petróleo e gás foram arrematados.
O certame não teve grandes disputas. Segundo o balanço apresentado na sessão pública, o ágio dos bônus foi de 3.511,27%. A maior oferta individual de bônus alcançou R$ 754,2 milhões.
A Petrobras e a QatarEnergy arremataram, em consórcio, blocos na Bacia do Ceará, na Margem Equatorial. A bacia colocou em oferta oito blocos distribuídos por dois setores.
A rodada tinha 46 empresas habilitadas e colocou em oferta 308 blocos exploratórios em terra e no mar, distribuídos por 22 setores de nove bacias sedimentares. A sessão também incluiu cinco áreas com acumulações marginais.
Na Bacia de Campos, que ofereceu 36 blocos em quatro setores, houve vitórias da Petrobras e do consórcio formado por TotalEnergies e QatarEnergy.
As bacias de Santos e do Espírito Santo não receberam ofertas. Santos concentrou 120 blocos em dois setores, a maior quantidade entre as bacias da rodada. No Espírito Santo, foram disponibilizados nove blocos, também em dois setores.
Em terra, Aguila e PetroRecôncavo venceram nas bacias Potiguar e do Recôncavo. Potiguar ofertou 41 blocos em cinco setores, dos quais dois ficaram sem propostas. No Recôncavo, foram oferecidos 56 blocos em três setores.
A Aguila também venceu em Tacutu, que colocou em oferta dois blocos em um setor. Na Bacia do Parnaíba, com 15 blocos distribuídos por dois setores, as vencedoras foram Eneva e Petrom.
Na Bacia de Tucano Sul, que ofertou 21 blocos em um setor, houve vitórias de Tucano Serviços, Origem Energia e Alvopetro.
Durante a sessão, a ANP reabriu a oferta para blocos que não haviam sido arrematados nas bacias de Tucano Sul, Potiguar, Recôncavo, Parnaíba, Campos e Ceará.
Nos blocos exploratórios sob o regime de concessão, o bônus tem peso de 80% na nota das propostas, enquanto o Programa Exploratório Mínimo (PEM) responde pelos outros 20%. O PEM reúne as atividades que as empresas se comprometem a executar na primeira fase dos contratos.
O balanço da agência registrou ágio de 17,75% no PEM. Para as áreas com acumulações marginais, a escolha das vencedoras considera exclusivamente o bônus ofertado.
4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha
Mais cedo, a ANP promoveu outro leilão de blocos exploratórios do pré-sal realizado, que terminou com sete das 13 áreas arrematadas e R$ 530,47 milhões em bônus. Os investimentos previstos somam R$ 778,4 milhões. Este foi o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP), realizado no Rio de Janeiro.
O certame foi feito em regime de partilha, ou seja, ganha quem oferece à União a maior parcela da produção. As áreas foram arrematadas por Petrobras, Prio e Equinor Brasil, além de dois consórcios: um formado por CNOOC Petroleum e Sinopec e outro por Equinor e Galp.
