A Arábia Saudita recusou-se a permitir que aviões israelenses buscassem os passageiros retidos a bordo do voo FZ1073 da Flydubai, disse um funcionário israelense à CNN.
Israel estava estudando a possibilidade de enviar um avião militar ou civil à Arábia Saudita para repatriar os passageiros que desembarcaram lá após o desvio do voo, que originalmente tinha como destino Tel Aviv, disse um oficial israelense à CNN anteriormente.
A Cluster2, principal operadora de aviação da Arábia Saudita, afirmou anteriormente que estavam sendo tomadas medidas para providenciar uma aeronave substituta após o incidente desta manhã.
O avião pousou em Tabuk, em um episódio incomum porque a Arábia Saudita não mantém relações diplomáticas oficiais com Israel.
Há poucos anos, as companhias aéreas israelenses e os voos com destino a Israel estavam proibidos de entrar no espaço aéreo saudita.
Essa situação mudou em 2022, quando Riad permitiu unilateralmente que voos israelenses utilizassem seu espaço aéreo, como parte de uma iniciativa do governo dos Estados Unidos para normalizar as relações entre os países.
A CNN entrou em contato com o governo saudita, mas não teve retorno.
O que aconteceu no voo
O voo FZ1073, da Flydubai, saiu de Dubai com cerca de 150 passageiros com destino a Tel Aviv, em Israel. Durante o trajeto, houve uma briga entre os pilotos e a aeronave enviou sinais de emergência.
O avião desviou a rota e pousou no Aeroporto Internacional Príncipe Sultan bin Abdulaziz, em Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita.
Segundo o site de monitoramento de voos Flightradar24, a aeronave transmitiu primeiro um sinal geral de emergência e, alguns minutos depois, outro alerta que indicava uma possível interferência ilícita.

Os dados da aeronave indicam que ela desceu de forma repentina e rápida, perdendo quase 14 mil pés de altitude (4,2 mil quilômetros) em menos de 30 segundos antes do primeiro sinal de emergência, segundo o Flightradar24.

