A reconstrução da Faixa de Gaza após anos de guerra exigirá US$ 71,4 bilhões (equivalente a cerca de R$ 368,92 bilhões) na próxima década, afirmou nesta quarta-feira (23) o Conselho de Paz, liderado pelo presidente Donald Trump, à margem da Assembleia Geral da ONU.
Essa estimativa supera em muito os US$ 4 bilhões a US$ 6 bilhões (R$ 20 bilhões a R$ 31 bilhões) que a ONU havia apontado como necessários para reconstruir o território após a guerra de 50 dias em 2014.
Em uma reunião de “alto nível” que contou com a participação dos enviados dos EUA Steve Witkoff e Jared Kushner, integrantes do conselho apresentaram o que descreveram como um plano para os primeiros seis meses de recuperação na região.
O projeto envolve 66 programas, incluindo abrigos humanitários, geradores a diesel e a reconstrução de hospitais.
No entanto, a iniciativa reconheceu os desafios enfrentados pelo programa, observando que ele só poderá começar “no momento em que o financiamento e o acesso permitirem”.
Não está claro de onde virão os recursos para os programas, e o comitê tecnocrático destinado a administrar a faixa — oficialmente chamado de Comitê Nacional para a Administração de Gaza — ainda não entrou no enclave.
Em vez disso, opera a partir do Cairo, no Egito, sem praticamente nenhuma autoridade sobre o território que deveria ajudar a governar.
Em um comunicado divulgado após a reunião, o conselho destacou que seu plano seria liderado por palestinos.
“Nossa bússola permanece clara: protagonismo palestino, proteção de direitos, unidade geográfica, inclusão de todas as comunidades, transparência em todos os processos e adaptabilidade diante de necessidades em constante mudança“, afirmou a organização.
No entanto, 11 meses depois de o presidente Donald Trump ter apresentado seu plano de cessar-fogo de 20 pontos para Gaza, a iniciativa permanece paralisada.

