Grandes projetos da arquitetura brasileira tiveram a influência de um nome que deixou sua marca no país. Attilio Corrêa Lima (1901-1943), nascido em Roma, na Itália, foi responsável por planejar bairros de cidades como Goiânia (GO) e Volta Redonda (RJ), além de ter criado edificações que seguem em pleno funcionamento.
Formado em Paris, na França, o profissional teve alguns escritórios de arquitetura até que no final da década de 1930 passou a trabalhar como engenheiro-arquiteto no Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários (IAPI).
Attilio teve em seu currículo grandes projetos de engenharia do país, como os Planos Urbanísticos de Goiânia e Volta Redonda, o Plano de Reurbanização de Niterói (RJ), o Plano de Reurbanização de Recife (PE) e a Estação de Hidroaviões do Aeroporto Santos Dummont, no centro do Rio de Janeiro.
Este último trabalho no terminal, que hoje em dia sedia o INCAER (Instituto Histórico-Cultural), possui um desenho simples, e chama atenção pelos seus dois andares que são conectados por uma escada espiral.
O projeto possui os cinco pontos da arquitetura estabelecidos na época, que por sua vez foram padronizados por Le Corbusier, pseudônimo de Charles-Édouard Jeanneret-Gris (1887–1965), um dos principais nomes e pioneiros da Arquitetura Moderna no século XX.
Acidente
Muito importante para a arquitetura brasileira da época, Attilio Corrêa Lima teve uma vida breve. Em 27 de agosto de 1943, ele sofreu um acidente de avião no Aeroporto Santos Dumont, mesmo terminal que recebeu suas obras.
A tragédia, ocorrida em um avião da antiga Vasp, também matou dois nomes conhecidos da história: o jornalista Cásper Líbero e o arcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar.
De acordo com informações do Jornal do Brasil de 28 de agosto daquele ano, a aeronave Junkers Ju 52, prefixo PP-SPD (batizada Cidade de São Paulo), partiu do Aeroporto de Congonhas às 7h30, com previsão de pouso no Aeroporto Santos Dumont por volta das 9h15.
O avião era comandado pelo piloto Romeu Fávero, tinha 18 passageiros e três tripulantes. No momento do pouso, a cidade do Rio de Janeiro enfrentava um forte nevoeiro.
Na primeira tentativa, o piloto abortou e arremeteu para uma segunda tentativa. Na manobra, a aeronave bateu no prédio da Escola Naval, localizado no norte da Ilha de Villegagnon, e partiu em três pedaços. O Junkers caiu na Baía de Guanabara e afundou em segundos. Apenas três pessoas sobreviveram.

