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Fone de ouvido em excesso: entenda como item pode causar perda de audição

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

Presentes na rotina de crianças, jovens e adultos, os fones de ouvido se tornaram parte do dia a dia dos brasileiros. No entanto, o uso excessivo desse equipamento pode causar danos graves à audição, segundo especialistas.

De acordo com o otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros, o volume alto é um dos principais fatores de risco, mas não é o único. Além dele, o tempo de exposição ao som, a umidade e a higiene do item também devem ser considerados.

“Quando falamos sobre fones, quase todo mundo pensa apenas em volume alto. Ele é realmente um dos principais fatores de risco, mas precisamos considerar também o tempo de exposição. Um volume que parece tolerável pode representar uma exposição importante quando permanece por muitas horas todos os dias”, explica.

O comportamento merece atenção principalmente entre jovens, que utilizam os aparelhos para ouvir música, assistir a vídeos, jogar, participar de chamadas e até dormir enquanto escutam podcasts, sons relaxantes ou ruído branco.

Quais são os principais riscos?

Segundo o especialista, a perda auditiva de forma precoce está entre as principais consequências da exposição ao som. Alguns sinais podem servir de alerta, como a necessidade de aumentar o volume cada vez mais, dificuldade para compreender conversas, sensação de ouvido abafado após longos períodos de uso e zumbido depois de retirar o aparelho.

“Não precisamos esperar alguém perceber uma perda auditiva importante para começar a cuidar da audição. A lógica deveria ser justamente a prevenção. O jovem de hoje provavelmente vai utilizar dispositivos de áudio durante muitas décadas. Precisamos pensar na quantidade de exposição sonora que esse ouvido vai acumular ao longo da vida”, alerta o médico.

Para o otorrinolaringologista, dormir com música também é considerado um fator agravante para a perda auditiva.

“Dormir com o fone tocando significa acrescentar potencialmente várias horas à exposição que aquela pessoa já teve durante o dia. Por isso, não basta dizer ‘eu não escuto tão alto’. Precisamos saber por quanto tempo, em qual intensidade e com que frequência isso acontece”, afirma.

Exposição, umidade e higiene também merecem atenção

De acordo com o médico, além do uso prolongado, outros fatores como suor após atividades físicas, calor e uso contínuo podem dificultar a ventilação, favorecer o acúmulo de umidade e aumentar o atrito na pele da região.

“O canal auditivo possui pele e mecanismos naturais de proteção. Quando mantemos um objeto ali por muitas horas, principalmente associado à umidade e ao suor, podemos favorecer irritação e problemas do ouvido externo. Dor, coceira, sensação de ouvido tampado ou secreção não devem ser considerados normais”, explica.

Para reduzir o risco de acúmulo de bactérias, os fones devem ser higienizados regularmente, seguindo as orientações do fabricante. O equipamento também não deve ser compartilhado com outras pessoas.

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