A produção de carne bovina dos Estados Unidos deve recuar em 2026 e 2027, diante da redução no ritmo de abate de bovinos. A estimativa foi revisada para baixo pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que aponta níveis de abate historicamente baixos no mercado norte-americano.
Para 2026, o USDA projeta produção de 24,877 bilhões de libras, cerca de 90 milhões de libras abaixo da previsão divulgada em agosto. A revisão considera o ritmo mais lento de abate tanto de bovinos terminados quanto de vacas, com base em dados registrados até 10 de setembro.
Nos primeiros oito meses do ano, o número de animais abatidos ficou, em média, 8 mil cabeças abaixo por dia útil na comparação com o mesmo período de 2025. O cenário também levou o USDA a reduzir a projeção para 2027. A produção de carne bovina no próximo ano é estimada agora em 24,835 bilhões de libras, 145 milhões de libras abaixo da previsão anterior.
Segundo o órgão, a comercialização de bovinos deve perder força no segundo semestre de 2027, em razão da expectativa de um número menor de animais disponíveis para abate no fim de 2026 e no início do próximo ano. O USDA também considera que os preços mais elevados da ração podem limitar o peso das carcaças em 2027, contribuindo para uma produção menor mesmo com o abate já pressionado.
A menor disponibilidade de aparas de carne bovina magra, em um cenário de cotas de importação reduzidas, também influencia o mercado. Ainda assim, o USDA avalia que esse fator deve ter impacto limitado sobre os preços do gado.
A agência destaca que a oferta restrita de bovinos e a menor capacidade de processamento continuam entre os principais fatores que determinam o comportamento do mercado. Com isso, fatores externos devem exercer influência secundária sobre os preços diante das restrições estruturais de oferta e processamento.
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