A Pnast (Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão) viabilizou 30,7 gigawatts (GW) em pedidos de conexão à rede de transmissão em 2026, segundo o MME (Ministério de Minas e Energia).
Desde a implementação da nova política, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) analisou mais de 43 GW em solicitações apresentadas por geradores e grandes consumidores.
Instituída pelo Decreto nº 12.772/2025, a Pnast reorganizou o processo pelo qual empresas obtêm acesso à Rede Básica do SIN (Sistema Interligado Nacional). Em lugar de concentrar as análises apenas na ordem de chegada dos pedidos, a política criou as chamadas Temporadas de Acesso, em que diferentes solicitações são avaliadas conjuntamente.
Quando existe capacidade de transmissão suficiente, o projeto pode receber indicação de atendimento direto. Nos pontos em que os pedidos superam a capacidade disponível, os interessados são encaminhados para um processo competitivo, que define como a margem remanescente será distribuída.
Segundo o MME, 19,7 GW foram viabilizados durante a fase de transição para o novo modelo. Nessa etapa, o ONS emitiu mais de 180 Pareceres de Acesso. Os processos analisados estavam relacionados a aproximadamente 9,82 GW em pedidos de geração e 13,5 GW de consumo.
Os outros 11 GW contabilizados pelo ministério correspondem a projetos que puderam optar pela participação na primeira Temporada de Acesso de 2026. Após a fase de manifestação dos interessados, encerrada em 11 de setembro, projetos que somam 3,42 GW receberam indicação de atendimento direto.
A nova política procura enfrentar o crescimento dos pedidos de acesso à Rede Básica, especialmente em regiões onde a capacidade solicitada supera a infraestrutura disponível. A demanda tem sido impulsionada tanto pela expansão da geração renovável quanto pela chegada de grandes cargas, como plantas de hidrogênio de baixo carbono e centros de processamento de dados.
“Essa política veio para modernizar o modelo de acesso à rede elétrica, trazendo mais racionalidade, clareza e planejamento adequado ao SIN, principalmente neste momento de avanço de grandes cargas com a expansão de empreendimentos industriais estratégicos, como plantas de produção de hidrogênio verde e data centers”, disse, em nota, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
