Infarto é sempre associado a dor no peito, mas nem sempre esse é o principal sintoma do problema. No “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” deste sábado (19), Dr. Roberto Kalil e especialistas convidados listam outros sinais de alerta que o corpo dá antes de um infarto do miocárdio.
Para falar sobre o tema, Dr. Kalil recebe os cardiologistas Ludhmila Hajjar, professora titular de Emergências da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), e Alexandre Abizaid, professor titular de Cardiologia da FMUSP.
Segundo os especialistas, a dor no peito não é o único sintoma do infarto e, muitas vezes, pode nem aparecer. Sinais como dor no estômago, desconforto nas costas, mal-estar indefinido, tontura, sensação de desmaio e dor no maxilar também são alertas importantes que requerem atendimento de emergência.
O alerta é ainda mais crítico para o público feminino, desmistificando a ideia ultrapassada de que mulheres infartam menos. Na população feminina, os sintomas costumam ser inespecíficos, como náuseas, suor frio e dores na mandíbula ou costas.
Um simples eletrocardiograma realizado em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) é capaz de esclarecer o quadro e evitar desfechos graves, de acordo com Abizaid.
Atendimento rápido é essencial para salvar vida
Diante de um quadro de infarto, o atendimento rápido e emergencial é fundamental para salvar a vida do paciente. Estimativas médicas indicam que metade dos pacientes que sofrem parada cardíaca decorrente do infarto fora do ambiente hospitalar não resiste até a entrada na emergência.
Para evitar esses cenários críticos, as equipes de emergência acionam o protocolo de reanimação cardiopulmonar, que envolve massagem cardíaca, intubação e o uso de monitores para restabelecer a circulação e a oxigenação.
“Assim que o coração volta a bater, nós vamos procurar imediatamente desobstruir a artéria, seja por cateterismo, seja pela medicação”, ressalta Hajjar.
O principal medicamento utilizado em atendimentos de infarto é o trombolítico, aplicado diretamente na veia e que atua na dissolução imediata do coágulo que bloqueia a artéria do coração.
“No infarto agudo do miocárdio, costumamos dizer que tempo é vida e tempo é músculo. Quanto antes a gente dissolver esse coágulo, maior é a chance dessa pessoa sobreviver sem sequelas”, destaca a cardiologista.
A agilidade na aplicação do trombolítico é decisiva para salvar vidas e evitar complicações de longo prazo, como a insuficiência cardíaca. Sem a desobstrução rápida, a mortalidade por infarto no primeiro mês pode atingir de 20% a 30%.
“Ao utilizarmos essa medicação, abrimos a artéria, restabelecemos o fluxo para o coração e diminuímos a mortalidade em torno de 6% a 7%”, explica Abizaid.
Os especialistas ressaltaram que ligar imediatamente para o Samu ao primeiro sinal de infarto é a medida mais eficaz para garantir o socorro adequado no local.
“CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” será exibido neste sábado, 19 de setembro, às 19h30, na CNN Brasil.

